Luxa parece louco, mas o marketing da base do Palmeiras prova: dá pra sair da crise vendendo talento

Ouvi o Luxemburgo e, por mais que o discurso pareça exagerado, faz muito sentido. O Corinthians tem caminho para sair da crise, mas precisa aprender a fazer o que o Palmeiras fez com a base: marketing + valorização + venda estratégica.

Hoje a dívida já beira os R$ 3 bilhões. Em euros, isso poderia ser drasticamente reduzido com a venda correta de ativos. Um jogador mediano, bem trabalhado pela mídia, sai por 100 a 120 milhões de euros. Um destaque real pode ir por valores absurdos. O exemplo está aí: Endrick foi vendido por uma fortuna após um trabalho pesado de marketing, hoje é reserva no Real Madrid. Já o Estevão, esse sim, é bola.

O Corinthians precisa parar de vender a preço de pastel. Gui Negão e Breno Bidon, juntos, não podem sair por menos de R$ 350 milhões de Reais. Nada de parcelamento ridículo ou negociação mal feita. Se quer estancar a sangria financeira, o caminho é claro: base forte, valorizada e bem negociada.

No Paulista, eu iria com a base até certo ponto para separar quem é promessa real de quem não é. E tem outro problema grave: acabaram as peneiras. Hoje, muita vaga na base é ocupada por indicação, amigo de conselheiro, sobrinho, empresário. Resultado? Muito jogador mediano vestindo uma camisa gigante.

Se o Corinthians quer mudar de verdade, precisa voltar às peneiras, limpar o processo e apostar em talento. A base não é custo. É a saída da crise.

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