Tópico Lendário

Corinthians paga hoje o preço da irresponsabilidade de ontem

A crise financeira que hoje estrangula o clube tem nome, sobrenome e CPF político.

Ela nasce de decisões tomadas nas gestões de Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves, que comprometeram receitas, limitaram o futuro institucional e colocaram o Corinthians em posição de fragilidade histórica.

O acordo firmado com a Caixa Econômica Federal, no âmbito da dívida da Arena, não pode ser tratado como um simples contrato bancário.

Ele representa uma entrega estrutural das principais fontes de receita do clube, com bloqueio de premiações, bilheteria, direitos de transmissão e até naming rights.

Trata-se de um modelo que asfixia o fluxo de caixa, reduz a competitividade esportiva e transforma qualquer conquista em alívio temporário — quando não em receita imediatamente penhorada.

Mais grave ainda é a cláusula que impede o Corinthians de se transformar em SAF até 2041.

Em um cenário em que clubes brasileiros recorrem ao modelo para reestruturação, investimento e profissionalização, o Corinthians foi deliberadamente amarrado a um formato ultrapassado, sem alternativas de capitalização. Não foi imposição legal. Foi escolha política.

Essas decisões não são apenas equivocadas: são lesivas. Dirigentes de clubes associativos possuem dever fiduciário, obrigação de agir com prudência, transparência e foco no interesse institucional.

Quando optam por acordos que comprometem o clube por décadas, com impactos previsíveis e duradouros, deixam o campo do “erro de gestão” e entram no terreno da responsabilidade administrativa e civil.

Até agora, o que se viu foi silêncio. Nenhuma explicação técnica detalhada. Nenhum estudo de impacto de longo prazo apresentado à torcida ou aos conselheiros. Nenhuma assunção de responsabilidade. Apenas o Corinthians pagando a conta — em dinheiro, competitividade e credibilidade.

É preciso dizer com todas as letras: o Corinthians não quebrou sozinho. Ele foi conduzido a esse cenário por gestões personalistas, marcadas por decisões concentradas, pouca transparência e ausência de prestação de contas.

Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves não podem ser tratados como figuras do passado distante. Seus atos seguem produzindo efeitos hoje, todos os dias.

O clube precisa virar a página, precisa de uma intervenção judicial já.

Sem apuração, sem responsabilização e sem revisão profunda da governança, o Corinthians continuará refém de contratos ruins e dirigentes impunes.

Preservar o clube exige coragem institucional: ninguém está acima do Corinthians — nem ontem, nem hoje, nem nunca.

#Intervenção judicial já!

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19 respostas

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    Respostas mais curtidas

    Carlos #2.379

    Eu também concordo com intervenção judicial, mas insisto que precisamos mudar esse modelo de clube com conselhos coniventes com os crimes e roubos cometidos pelos antigos presidentes.

    Na verdade deveria ter um Conselho Deliberativo reduzido para 5 pessoas integras e competentes, profissionais desvinculados de tudo quanto é chapa de bandidos que existem ai, que até poderiam ser remunerados, e que deveriam opinar sobre todas as contratações e vendas de jogadores.

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    Rafael Apoiador #85

    A irresponsabilidade começou quando se resolveu construir um estádio sem ter dinheiro para pagar.

    A CEF, que gere recursos públicos, emprestou dinheiro público para a gente construir. O Corinthians passou anos sem pagar um centavo, dando calotes. A CEF está certíssima em exigir garantias fortes de pagamento, afinal estamos falando sobre dinheiro público, e de um devedor contumaz conhecido por dar calotes.

    A irresponsabilidade e incompetência dos nossos cartolas é de se registrar o como não gerir.

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    Rubens #8.226

    Isso tudo por causa de péssimas gestões

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    Jack, #483

    90% das sics que acontecem nesse clube são em função de Duílio, Andrés, etc...

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    Eydson #8.757

    Excelente tópico meu amigo! Não foi feito nada sem pensar, foi bem pensado, bem planejado e nem sobre ameaça. Todos sabiam em contrato estavam votando e aprovando. Um esquema criminoso buscando a falência do clube. As torcidas organizadas é só blá blá blá, convencendo o torcedor a lotar o estádio gerando dinheiro pra eles e os gestores corruptos que estão afundando o Corinthians. Intervenção Judicial ninguém cobra.

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    José #1.445

    Podemos colocar todo esse caus financeiro na responsabilidade do grupo R&T

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    Everton #5.858

    A política do cara de areia mijada era vender percentual dos jogadores de base para pagar as contas do time profissional. Ele começou destruindo o clube pela base. Lembro que tinha jogadores na base que o Corinthians tinha 5% e o resto era tudo dos empresários. Depois que implantaram essa política de vender o almoço pra comprar a janta foi só ladeira abaixo. No elenco profissional lembro também que o Corinthians liberou o Edu Dracena que tinha mais um ano de contrato de graça para o maior rival e o cara de areia mijada disse que no Corinthians jogaria quem quisesse. Clube nenhum faz isso. Contrato existe pra ser respeitado. Gestão Temerária tem que ter intervenção judicial sempre que coloca em risco a saúde financeira de um clube!

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    Renato #2.787

    Galera querendo ou não, o Augusto com toda essa dificuldade estava reerguendo o Coringão e sendo competitivo. Olha que era o Augusto, imagina uma intervenção com o Corinthians reavendo os prejuízos e uma gestão séria. Dá para reverter

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