Cinco fundadores, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, fundam, sob a luz de um lampião, um clube de futebol, já com origem humilde, mas com uma previsão certeira de um dos “pais” do clube:
“O Corinthians é o time do povo e é o povo que vai fazer o time”
Dito e feito.
Afinal qual time cresce em um período de quase 23 anos sem ganhar um torneio estadual e comemora como um título de Copa do Mundo, após um gol de um herói improvável, como é o caso de Basílio naquele 13 de outubro de 1977, um ano após protagonizar a maior locomoção de pessoas de um lugar a outro em tempos de paz, como a Invasão Corinthiana, no Maracanã, na semifinal do Nacional de 1976?
Como explicar a mística de um time capaz de bater o maior rival, melhor tecnicamente, com raça, símbolo do clube, guiados por operários e por um jogador acima do peso, porém com amor ao clube, como Neto, no primeiro Brasileiro do clube, em 1990?
Como explicar a paixão de uma torcida que invadiu o maior estádio do Rio de Janeiro novamente para acompanhar de perto, a final da primeira Copa do Mundo de Clubes da FIFA, diante de um qualificado Vasco da Gama, em 2000?
Como explicar o amor e o apoio de uma torcida que esgotou kits de uma simples camiseta com os dizeres “Eu nunca vou te abandonar”, após o maior golpe da história do clube, o rebaixamento pra Série B, em 2007 e que lotou o Pacaembu em todos os jogos da Segunda Divisão do ano seguinte?
Como explicar como o até então maior artilheiro da história das Copas do Mundo se rendeu ao clube após fundir sua história com a do alvinegro no quesito “superação” e ajudar a revolucionar a estrutura do clube a forma de enxergar o futebol apenas um ano após a disputa da Série B, tornando o clube (mais) conhecido mundialmente?
Como explicar também a força de um clube que, com o apoio de sua Fiel, vence o poderoso e milionário Chelsea-ING diante de simplesmente, 32 mil corinthianos, mais do que a média de muitos clubes que disputam o Campeonato Brasileiro, que venderam suas casas, seus carros e bens importantes só para apoiar o time em dois jogos, no outro lado do Mundo?
Dizem que é impossível explicar a um torcedor de outra equipe o que, na essência, o Corinthians. E isso está mais do que provado. Só o corinthiano entende, só o corinthiano tem a sensação de arrastar multidões e encher o Campo da Ponte Grande, o Parque São Jorge, o Pacaembu, Morumbi e agora a Arena Corinthians e um simples amistoso, apenas pra ver o time e cantar mais alto ao ver a equipe sofrer um gol do que quando a equipe faz um gol.
Isso, sim, é ser Corinthians! É idolatrar jogadores de raça como Basílio, Sócrates, nosso doutor, cujo nome foi ecoado no dia de sua morte, em 2011, num domingo onde o Corinthians sagrou-se campeão brasileiro, como desejava, Rincón, Zé Maria, Biro-Biro, Wladimir, Tevez, do que jogadores de pura técnica, como Ricardinho, Douglas, entre outros.
Também perdoai nossos rivais, que, de maneira medíocre, preferem nossa derrota do que suas próprias vitórias, se preocupando mais com nosso Corinthians do que com o time deles propriamente dito.
Parabéns, Corinthians! Vivemos de ti, vivemos por ti! E que venham infinitos anos pela frente, sempre ao lado de tua Fiel querida, com raça, determinação e fé.
Como diz Toquinho ' Ser corintiano é ir além, de ser ou não ser o primeiro, ser corintiano é ser também, um pouco mais brasileiro.' Sport Club Corinthians Paulista eu te amo.