Brasileirão 2026 - Corinthians 0 x 0 Palmeiras
Partida de futebol entre Corinthians 0 x 0 Palmeiras nBrasileirão 2026
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2026-04-12T18:30:00
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Brasileirão 2026, Rodada 11
12 de Abril de 2026, 18:30
Corinthians 0 x 0 Palmeiras
Neo Química Arena, São Paulo, SP.
Duelo 389 de 389 confrontos
Sobre a Partida
Corinthians se segura com dois a menos e empata Dérbi truncado pelo Brasileiro
O Corinthians entrou em campo neste domingo pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em duelo disputado na Neo Química Arena, o Timão empatou com o Palmeiras por 0 a 0 e segue sem triunfar no torneio nacional.
A primeira etapa foi marcada por um jogo truncado e de forte intensidade física entre as equipes, que tiveram dificuldades na criação ofensiva, com muitas faltas e pouco tempo de bola rolando. O Timão tentou controlar a posse, mas encontrou obstáculos para avançar no ataque. As melhores chances vieram em finalizações de longa distância, sem grande perigo. O embate seguiu tenso após a expulsão de André Luiz por gesto obsceno, mantendo a pouca criatividade no clássico.
O segundo tempo foi marcado pela resistência do Corinthians mesmo com inferioridade numérica diante do Palmeiras. A equipe alvinegra chegou a atacar com perigo em alguns contra-ataques, mas teve dificuldades para sustentar a posse. O rival controlou o jogo, porém encontrou obstáculos para furar o sistema defensivo rival. A expulsão de Matheuzinho ampliou o cenário adverso para o Timão. Ainda assim, a defesa comandada por Diniz se manteve sólida e segurou o empate até o fim.
Com o resultado, o Corinthians estaciona nos 11 pontos conquistados e segue na 16ª posição da tabela do torneio nacional. O tropeço amplia o jejum da equipe, que não vence há oito partidas pelo Brasileiro, já que o último triunfo ocorreu em 19 de fevereiro, diante do Athletico-PR, na Arena da Baixada.
Anota aí, Fiel! - O Corinthians volta a campo na próxima quarta-feira, 15, para encarar o Santa Fe, da Colômbia. O confronto, válido pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores, acontece às 21h30, na Neo Química Arena.
Escalação
Para o confronto, Fernando Diniz terá uma série de desfalques. Além de André Ramalho, suspenso pelo acúmulo de cartões, a comissão técnica do Corinthians enfrenta baixas principalmente por questões médicas. As novidades na lista de ausências são o zagueiro João Pedro Tchoca, com dores no púbis, o lateral-direito Pedro Milans, que sofreu entorse no tornozelo esquerdo, o volante Charles, com problema no calcanhar direito, e Fabrizio Angileri, que apresenta um estiramento no músculo posterior da coxa esquerda. Somam-se a eles os atletas que seguem em recuperação:
- Memphis – tratando uma lesão muscular na parte anterior da coxa direita;
- Gui Negão – estiramento de grau 2 no músculo posterior da coxa direita;
- Kaio César – lesão no músculo posterior da coxa direita;
- Hugo Farias – em recuperação de uma artroscopia no menisco lateral do joelho direito.
Com isso, Diniz mandou o seguinte time a campo: Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele, André, Breno Bidon e Rodrigo Garro; Kayke e Yuri Alberto.
Meu Timão
No banco de reservas, estiveram à disposição: Kauê, Vitinho, Pedro Raul, André Carrillo, Matheus Pereira, Allan, Zakaria Labyad, Luiz Gustavo Bahia, Iago Machado, João Vitor 'Jacaré', Dieguinho e Jesse Lingard.
Já o Palmeiras, comandado pelo auxiliar-técnico João Martins, que substitui o suspenso Abel Ferreira, escalou um time composto por: Carlos Miguel; Giay, Gustavo Gómez, Murilo e Khellven; Marlon Freitas, Andreas Pereira, Allan e Mauricio; Sosa e Flaco López.
O jogo
Primeiro tempo
O Corinthians iniciou o confronto com a proposta de valorizar a posse de bola desde o setor defensivo, buscando construir as jogadas com passes curtos. A equipe tentava acelerar o ritmo quando encontrava espaços, adotando uma estrutura em 2-3-4-1. Nesse sistema, os laterais avançavam como alas, ampliando o campo ofensivo. Raniele recuava entre os zagueiros para facilitar a saída de bola e dar mais segurança na construção.
O início da partida foi marcado por um jogo truncado e de muita intensidade física. Em apenas três minutos, quatro faltas já haviam sido cometidas, além de discussões constantes entre os jogadores. O ritmo da partida ficou prejudicado, com pouca bola rolando. Tecnicamente, o duelo apresentava baixo nível, com dificuldades claras das equipes em organizar jogadas ofensivas.
O time comandado por Fernando Diniz tentou sua primeira investida ofensiva aos nove minutos. Em jogada construída no campo de ataque, Bidon encontrou Matheus Bidu pelo lado esquerdo da área. O lateral tentou dominar, mas acabou cometendo falta em Giay no momento da disputa. A jogada, que poderia gerar perigo, foi interrompida rapidamente pela arbitragem.
Na sequência, o cenário do jogo pouco se alterou, mantendo o padrão de muitas faltas e disputas intensas no meio de campo. As equipes adotavam uma postura mais física, o que resultava em constantes interrupções. A criatividade ofensiva seguia limitada, com poucas jogadas trabalhadas e dificuldades na progressão ao ataque.
O confronto continuava tenso, com ambas as equipes tentando aproveitar erros pontuais do adversário. O primeiro chute a gol do clássico surgiu nesse contexto. Aos 20 minutos, Yuri Alberto recebeu na intermediária esquerda e arriscou de longe, finalizando no centro do gol. A tentativa, no entanto, não levou perigo e foi defendida com tranquilidade por Carlos Miguel.
A equipe rival só conseguiu levar perigo leve aos 28 minutos. Andreas Pereira cobrou uma falta rasteira pelo lado direito do ataque, tentando encontrar companheiros que se movimentavam na área. A defesa corinthiana, atenta, conseguiu afastar o lance sem maiores dificuldades, mantendo o placar inalterado.
O Corinthians respondeu pouco depois, aos 30 minutos, em uma jogada pelo lado esquerdo. Matheus Bidu acionou Yuri Alberto, que avançou até a lateral da área. O camisa 9 tentou a finalização, mas acabou chutando mascado, com a bola saindo pela linha lateral do lado oposto. A jogada refletiu a dificuldade ofensiva da equipe.
Com o passar do tempo, o clima na Neo Química Arena se tornou ainda mais tenso. As disputas no meio-campo ficaram mais acirradas, e o número de faltas aumentou consideravelmente. O jogo seguiu fragmentado, com constantes paralisações e pouca fluidez. A intensidade física continuava sendo o principal destaque da partida.
O momento mais crítico aconteceu aos 35 minutos, após uma disputa entre André Luiz e Andreas Pereira. O jogador corinthiano protagonizou um gesto obsceno, o que levou o árbitro Flávio Rodrigues de Souza a ser chamado pelo VAR. Após a revisão, o volante recebeu cartão vermelho direto, deixando o Corinthians com um a menos em campo.
Mesmo com a desvantagem numérica, o Corinthians ainda tentou agredir o adversário. Aos 37 minutos, Garro cobrou falta na área e encontrou Gabriel Paulista. O zagueiro tentou fazer o desvio para Yuri Alberto na pequena área, mas a bola acabou saindo pela linha de fundo. Foi uma das raras tentativas mais organizadas da equipe.
Nos minutos finais da primeira etapa, o equilíbrio permaneceu entre as equipes. As disputas físicas seguiram intensas, resultando em cartão amarelo para Matheuzinho após falta em Khellven. Com pouca inspiração ofensiva de ambos os lados, o primeiro tempo se encerrou sem gols, refletindo um clássico marcado mais pela intensidade do que pela qualidade técnica.
Segundo tempo
O Corinthians retornou do intervalo sem alterações promovidas por Fernando Diniz, mantendo a proposta adotada na primeira etapa. Mesmo com um jogador a menos, a equipe buscava controlar a posse de bola e acelerar quando encontrava espaços. A prioridade era evitar que o rival criasse chances claras. Do outro lado, o Palmeiras tentava usar a vantagem numérica para se impor.
Apesar da inferioridade, o primeiro ataque foi do Timão logo no primeiro minuto. Kayke arriscou de fora da área e exigiu boa defesa de Carlos Miguel. Na sequência, Gabriel Paulista apareceu na área após lançamento e tentou um voleio. A finalização, no entanto, saiu fraca e foi defendida sem dificuldades pelo goleiro adversário.
O Palmeiras respondeu aos três minutos, em jogada ensaiada de escanteio pelo lado direito. Maurício recebeu passe de Allan na entrada da área e finalizou com força. A bola exigiu boa intervenção de Hugo Souza, que evitou a abertura do placar. Foi uma das primeiras chegadas mais perigosas da equipe visitante.
Nos minutos seguintes, o jogo seguiu equilibrado, com pouca criatividade ofensiva de ambos os lados. O Corinthians se fechava bem, tentando bloquear os espaços e explorar contra-ataques. No entanto, tinha dificuldades para encaixar transições rápidas. Já o Palmeiras mantinha a posse, mas encontrava resistência na marcação adversária.
Mesmo em cenário adverso, o Corinthians mostrava competitividade e buscava surpreender. Aos 14 minutos, Kayke fez boa jogada individual pela direita e superou a marcação. Ele acionou Breno Bidon no centro da área, que teve a chance de finalizar. Porém, Murilo apareceu bem para cortar e impedir a conclusão.
A resposta palmeirense veio dois minutos depois, novamente com Allan pela direita. O jogador driblou Matheus Bidu e cruzou para o meio da área. Gabriel Paulista afastou o perigo, mas houve contato com Flaco López, que pediu pênalti. A arbitragem, no entanto, mandou o jogo seguir.
Aos 20 minutos, o Corinthians quase marcou contra em lance dramático. Allan cruzou para a área, e Gabriel Paulista tentou fazer o corte. A bola acabou indo em direção ao próprio gol, no canto esquerdo. Hugo Souza fez uma defesa espetacular para evitar o gol e manter o empate.
A partida seguiu com muitos duelos físicos e constantes interrupções por faltas. Aos 25 minutos, o Corinthians sofreu outro duro golpe com mais uma expulsão. Matheuzinho se envolveu em confusão e acertou o rosto de Flaco López. Após revisão do VAR, o árbitro aplicou o cartão vermelho direto ao lateral.
Com dois jogadores a menos, o Corinthians precisou se reorganizar rapidamente. Diniz promoveu a entrada de André Carrillo no lugar de Garro, reforçando o sistema defensivo. O Palmeiras respondeu com mudanças ofensivas, colocando Luighi, Felipe Anderson e Arthur. As substituições buscavam aumentar a pressão no campo de ataque.
Mesmo em situação extremamente adversa, o Timão ainda encontrou espaço para contra-atacar. Aos 29 minutos, Bidon lançou Yuri Alberto pelo lado direito. O atacante avançou em velocidade e finalizou na entrada da área. Carlos Miguel fez mais uma defesa segura, evitando o gol alvinegro.
Apesar da ampla vantagem numérica, o Palmeiras tinha dificuldades para transformar posse em perigo real. As tentativas vinham, em sua maioria, de finalizações de longa distância. Flaco López e Sosa arriscaram, mas sem precisão. A melhor chance veio aos 35, em cabeceio do centroavante, defendido por Hugo Souza.
Na reta final, novas alterações foram realizadas pelas duas equipes, com Lingard substituindo Kayke e Evangelista no lugar de Marlon Freitas, buscando ajustar o ritmo da partida. O Corinthians reforçou sua estratégia defensiva, enquanto o Palmeiras seguiu tentando pressionar. Mesmo com uma finalização perigosa de Andreas que resultou em grande defesa de Hugo, o time alvinegro segurou o empate até os minutos finais.
Ficha técnica de Corinthians 0 x 0 Palmeiras
Competição: Campeonato Brasileiro
Local: Neo Química Arena, São Paulo, SP
Data: 12 de Abril de 2026 (domingo)
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza
Assistentes: Alex Ang Ribeiro e Nailton Júnior de Sousa Oliveira
Árbitro de vídeo: Daniel Nobre Bins
Cartões amarelos: Matheuzinho e Raniele (Corinthians); Marlon Freitas (Palmeiras)
Cartões vermelhos: Matheuzinho e André Luiz (Corinthians)
Público: 46.263 pagantes (público total: 46.466)
Renda: R$ 3.569.127,50
CORINTHIANS: Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele, André Luiz e Breno Bidon; Rodrigo Garro (André Carrillo); Kayke (Jesse Lingard) e Yuri Alberto.
Técnico: Fernando Diniz
PALMEIRAS: Carlos Miguel; Giay (Felipe Anderson), Gustavo Gómez, Murilo, Khellven (Arthur), Andreas Pereira, Marlon Freitas (Lucas Evangelista), Mauricio (Luighi), Sosa, Allan e Flaco López.
Técnico: João Martins
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