Sem T. Pereira, Corinthians reformula natação e busca verba via governo

Sem T. Pereira, Corinthians reformula natação e busca verba via governo

Em 25 de outubro de 2011, Andrés Sanchez, então presidente do Corinthians, cobriu Thiago Pereira de honrarias no salão do clube em São Paulo. O nadador acabara de voltar do Pan como recordista brasileiro de medalhas de ouro conquistadas. Falando à imprensa, Andrés olhou para o atleta e avisou: em três ou quatro anos, seremos os primeiros na modalidade. Dois anos depois, no entanto, teve de abrir mão de sua principal estrela nas piscinas para se reestruturar e, ajudado pelo futebol, busca de verbas via Lei de Incentivo do Esporte.

Thiago Pereira deixou o Corinthians em dezembro agradecendo pelos dois anos de apoio. Na mesma leva, saiu Poliana Okimoto, que competiu na maratona aquática em Pequim 2008 e Londres 2012. “Infelizmente, tivemos que fazer corte de gastos. São dois atletas que tivemos que abrir mão”, lamentou Oldano Gonçalves de Carvalho, diretor de esportes aquáticos do clube, ao Terra. Os problemas não parecem tão profundos se levado em conta o fato de que Leonardo de Deus, promessa que esteve na última Olimpíada, foi contratado.

No entanto, Oldano admite que a diretoria encabeçada por Mario Gobbi cogitou fazer cortes maiores e até mesmo seguir o caminho do Flamengo, que acabou com as equipes profissionais de natação, judô e ginástica, mantendo apenas as categorias de base. No clube carioca, o foco no futebol é responsável por complicar a sequência das outras modalidades por questão financeira. No Corinthians ocorre o contrário: as receitas cada vez maiores ajudam a manter os nadadores – em 2012 foram de R$ 324,7 milhões, com superávit de R$ 7,5 milhões.

A CBDA não dá a mínima para o Corinthians, não vê a gente como polo desenvolvedor de atletas
Oldano Carvalho
Diretor de esportes aquáticos
“Usamos a verba do clube em geral, inclusive do futebol e dos patrocínios. Temos um patrocínio pequeno. Se eu falar que a natação é autossustentável, é mentira”, apontou Oldano. O dirigente explica as dificuldades como decorrentes da falta de apoio da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) e da falta de arrecadação de recursos – o Corinthians não é beneficiado por verbas distribuídas via governo.

Nos últimos dois anos, o clube teve pelo menos dois projetos de arrecadação via Lei de Incentivo ao Esporte recusados, sendo um deles porque não cumpria requisitos exigidos. “Eram questões de débitos de outras administrações. Vários clubes passam por dificuldades”, justificou o diretor de esportes aquáticos. “Após ter a regularização, entramos com outro projeto, que não foi aprovado. Estamos com um novo agora. Em 10 ou 15 dias deverá ser protocolado”, disse.

Se aprovadas, as verbas podem aliviar o clube, que sustenta estrutura completa com técnico, fisioterapeuta, preparador físico, fisiologista, psicólogo, entre outros. Apesar das dificuldades, a situação não é de penúria. Em fevereiro, por exemplo, 16 nadadores – incluindo Leonardo de Deus – viajaram a San Luis Potosí, no México, para realizar treinamento em altitude elevada. Todas as despesas foram custeadas pelo clube. Por outro lado, sobram críticas pela falta de apoio da CBDA.

“A CBDA não dá a mínima para o Corinthians, não vê a gente como polo desenvolvedor de atletas. O nome, a marca e o que representa o Corinthians, eles não ligam. Se você tem uma equipe, é um favor para eles; se não tem, parece que são dois favores”, criticou Oldano. “Os clubes que são formadores e que sustentam essa dinâmica (da natação) não se beneficiam de nada”, complementou. O Terra entrou em contato com a entidade por telefone e e-mail, mas não obteve resposta.

Fonte: Terra

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