Sanchez repassa situação financeira da Arena e planos de pagamento

Sanchez repassa situação financeira da Arena e planos de pagamento

Por Meu Timão

Em abril de 2014, Andrés Sanchez participou da entrega das obras da Arena Corinthians

Em abril de 2014, Andrés Sanchez participou da entrega das obras da Arena Corinthians

Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

Ex-presidente e atual superintendente de futebol do Timão, Andrés Sanchez detalhou a situação financeira da Arena Corinthians, inaugurada em maio de 2014. Neste sábado, o dirigente confirmou o pagamento de R$ 5 milhões referentes à primeira parcela do empréstimo tomado com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a construção do estádio.

“Pagamos a primeira prestação em julho, e agora temos que começar a pagar todo mês”, afirmou Andrés, durante participação no programa Mariana Godoy Entrevista, da RedeTV!. O valor total da dívida do clube com o banco citado pelo mandatário é de R$ 400 milhões, que serão amortizados em até 12 anos.

Desde a primeira partida do Corinthians em Itaquera, toda a arrecadação é revertida ao fundo Arena FII, administrado pela Odebrecht e Caixa Econômica Federal. O montante servirá para quitar a construção do estádio, palco da abertura da Copa do Mundo de 2014.

“Foi pego R$ 400 milhões no BNDES e R$ 350 milhões em outro banco. O Corinthians tem que pagar com juros, em 12 anos, R$ 1,15 bilhão. Vendendo o nome do estádio em R$ 350 mi ou R$ 400 mi, que está atrasado realmente dois anos... Vendendo os CIDs, que é o incentivo fiscal da prefeitura numa lei que já existia, que já está em R$ 480 mi, estamos falando em R$ 800 mi, R$ 850 milhões. Tá (sic) pago o estádio”, detalhou.

Em maio, o clube garantiu a venda das primeiras cotas dos Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs) da Arena. A construtora Odebrecht, principal responsável pelas obras do “sonho corinthiano”, comprou duas, no valor de R$ 50 mil cada. “Já estão sendo vendidos, R$ 3 mi ou R$ 4 mi de um total de R$ 480 milhões”, garantiu.

Questionado sobre a demora para encontrar interessados em adquirir os documentos cedidos pela prefeitura de São Paulo, Andrés deixou claro que o clube já sabia que encontraria dificuldades. “Ninguém vai vender os CIDs em 15 dias, até porque você não paga imposto em um dia no ano, você vai pagando mês a mês. Então os grandes bancos, as grandes construtoras, as grandes empresas vão pagar por mês e vão comprando os CIDs”, declarou.

No mês passado, Andrés revelou que o Corinthians estuda a possibilidade de prorrogar o prazo para o pagamento da Arena. Segundo o dirigente, os empréstimos para a construção das Arenas usadas na Copa possuem uma carência de 36 meses, contra 19 do estádio alvinegro. “O que existe é o dinheiro do BNDES, que é o “pré-Copa”, que foi para todos os estádios, deram 36 meses de carência. O Corinthians estava só com 19, então nós pedimos”, acrescentou. “O estádio está aí, está se pagando, pagou a primeira prestação e vai pagar (o restante). Se não der pra pagar em 12 anos, renegocia e paga em 20”, completou.

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