Andrés Sanchez faz duras críticas às leis em estádios de futebol

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Por Meu Timão

Andrés Sanchez reclamou de punições por brigas dentro dos estádios de futebol

Andrés Sanchez reclamou de punições por brigas dentro dos estádios de futebol

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

O ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, sempre foi conhecido por falar o que pensa e polemizar em diversos assuntos. Nesta sexta-feira, ele criticou a hipocrisia que ronda as leis do futebol, como a proibição de bebidas nos estádios e as punições por brigas.

Segundo Andrés, se você está em qualquer outro lugar público e briga com alguém, esse local não é fechado e nem sofre nenhuma consequência. Apenas os responsáveis pela briga são culpados.

"As leis que querem impor no futebol, se impusessem no Brasil, nós seriamos um país de primeiro mundo. Você vai na boate com a sua esposa, o cara passa a mão na sua mulher, você da um soco nele ele dá um soco em você, os amigos batem nele, ninguém fecha o restaurante, ninguém multa o restaurante, ninguém para de vender no restaurante", declarou o deputado, em entrevista ao programa "Bate-Bola 1ª Edição", do canal ESPN Brasil.

"Agora não, no clube, 50 mil pessoas no estádio, o cara dá um soco no outro lá, eu tenho que jogar de portão fechado, sou multado em R$ 200 mil, são hipocrisias que existem nesse país. Eu gosto de jogar baseball, se eu estou com um taco de baseball indo jogar, eu passo a um km do Pacaembu tem jogo lá, a policia me para e me vê com o taco, eu vou preso, porque eu estou a mil metros do estádio com um taco e é uma arma. Então são coisas absurdas", completou.

Entre esses absurdos, Andrés citou o consumo de bebida alcoólica dentro dos estádios de futebol. Apesar de existir um projeto que permita cervejas durante os jogos, o consumo é proibido atualmente. No entanto, é completamente liberado no entorno dos estádios.

"Eu não posso vender cerveja dentro do estádio, nem pinga nem uísque nem nada, mas lá fuma maconha, cheira cocaína, isso dentro do estádio" "No entorno do estádio, na porta, a cinco metros do estádio, ficam lá cinco mil pessoas, com camelô, vendendo cerveja, whisky, pinga porque não tem nenhum controle. Aí faltando cinco minutos pra começar o jogo, cinco mil pessoas querem entrar no estádio, aí dá aquele tumulto", lamentou Sanchez.

"Então nós vivemos em uma hipocrisia. Se pode vender bebida no show, pode vender bebida na formula 1, pode vender bebida nos rodeios, pode vender bebida em todos os lugares, menos em jogo de futebol. É uma puta descriminação", completou.

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