Libertadores 2016 promete mudanças e argentinos acusam 'golpe' do Timão

Libertadores 2016 promete mudanças e argentinos acusam 'golpe' do Timão

Por Meu Timão

Pressão do Corinthians parece ter incomodado argentinos

Pressão do Corinthians parece ter incomodado argentinos

Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Um mês depois de acabar a Libertadores da América de 2015, a pressão do Corinthians criticando os valores pagos aos clubes participantes da competição parece ter feito efeito na Conmebol.

Tudo começou com o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, dizendo que o clube deveria escolher ficar de fora da próxima Libertadores, por questões financeiras.

"A Conmebol paga uma merreca. Foi um erro meu, mas eu estou forçando a barra para o Corinthians não disputar Libertadores enquanto os pagamentos forem feitos desse jeito. Você sabia que o Corinthians tem que pagar, no jogo em casa, de 8 a 12 mil dólares? Depende do árbitro, duas horas antes do jogo... Você sabia disso? É um absurdo", disso o ex-presidente no canal SporTV.

A efeito de comparação, as equipes participantes da Libertadores neste ano receberam algo em torno de 2 milhões de reais de direitos de transmissão, enquanto o Campeonato Paulista pagou R$14 milhões a cada um dos clubes grandes de São Paulo.

Duas semanas depois o pronunciamento de Andrés, veio a resposta do presidente da Conmebol. Em uma entrevista a uma rádio argentina, foram anunciado mudanças para o próximo ano: "Eu garanto que depois da próxima Copa, cada clube receberá um aumento significativo", disse Juan Angel Napout.

O medo da entidade é que o desinteresse do Corinthians pode gerar um desinteresse geral do público na própria competição. Não é incomum a TV aberta parar de exibir os jogos da Libertadores quando não há equipes Brasileiras. Até mesmo a final da última edição, que contou com Tigres e River Plate, só esteve presente em canais de TV a cabo.

Novo formato e a crítica dos argentinos

Além de prometer um aumento nos valores pagos aos participantes, o presidente da Conmebol também informou que as oito equipes cabeças de chave da edição 2016 serão escolhidas com base num ranking dos últimos 10 anos.

A ideia não agradou os argentinos do diário "Olé", acusando que seria um "golpe" do Corinthians. Na tese, isso evitaria o que aconteceu no começo do ano, quando três campeões da competição se enfrentaram no "grupo da morte", com Corinthians, San Lorenzo e São Paulo.

Segundo uma publicação do Olé deste sábado, as mudanças vieram imediatamente após a reclamação de Sanchez, que também se articula com outras equipes brasileiras para tomarem o mesmo caminho. O que não dá para entender é o motivo da desconfiança dos argentinos já que a entidade passaria a pagar melhor aos 32 clubes que disputam a competição.

Veja a publicação da imprensa argentina

Diario Olé

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