'Obrigado de novo, Corinthians', por Meu Timão

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Por Meu Timão

Corinthians é hexacampeão brasileiro

Corinthians é hexacampeão brasileiro

Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Hoje é o dia do hexa. O dia do título e da catarse. O dia do time que começou desacreditado - "falido", "desmanchado", "vai cair", bradavam nossos inimigos. Satisfeitos, esmiuçavam nosso potencial fracasso, dia após a dia.

A credibilidade não veio com o retorno do homem que levou o Corinthians ao título da Libertadores e ao Mundial de Clubes - o primeiro, invicto, sobre um tradicional e catimbeiro Boca Juniors; o segundo, na raça contra o Chelsea - mais rico e favorito.

Não veio também com uma pré-temporada bem feita. Tampouco veio quando o Corinthians resolveu apostar no talento dos seus garotos. Nem quando a equipe desistiu dos medalhões. Quando se escolheu que o coletivo valia mais que as estrelas já consagradas, julgou-se.

Era o time dos desacreditados. O time de Love, Uendel, Rodriguinho, Felipe, Edílson, Jadson e tantos outros. O time dos contestados. Tripudiaram.

Não sabiam, porém, que esse também era o time da volta por cima.

O Corinthians começou o Brasileiro de maneira humilde. Moderado nos discursos e na pretensão, lembrava o Timão de outrora - dos tempos da fundação. Aquela equipe, que surgida sob a luz dos lampiões, no Bom Retiro, nada parecia ter para o sucesso. A equipe do trabalho pesado, o Corinthians chão-de-fábrica.

Fiel a si mesmo e a sua torcida, única constante durante as incertezas, o Timão se reinventou. Mostrou um futebol tão impecável, mas tão impecável que fez do seu ano mais difícil o título mais fácil.

Não que não tenhamos sofrido. Sofremos, como nunca, torcemos, como sempre. Tivemos que lutar contra um caprichoso 1%, duríssimo.

Mas aquele Corinthians que vimos em campo dançava sobre a bola. Segurança, fluidez, toque preciso, consistência, regularidade. Incontestável. Tite reensinou futebol para o Brasil, pouco mais de um ano depois de uma das maiores vergonhas da história do futebol do nosso país.

Enquanto isso, aguentávamos críticas, cusparadas e tentativas vazias de deslegitimar nossas vitórias. Acostumados com a lida, superamos tudo mais uma vez. Vestimos a camisa de Itaquera, em Itaquera - transformarmos a Arena em um templo sagrado. Nosso lugar mágico, enfeitiçado.

E assim, com lágrimas de alegria e alívio - mas sem fax, chegamos pela sexta vez ao espaço onde os primeiros operários jamais imaginariam chegar. Nosso sexto título de campeões brasileiros, o maior vencedor dos últimos 20 anos.

Na lida diária, fizemos dos coadjuvantes estrelas em um time que tem brilho próprio. Nos sujamos com o suor e a terra, celebramos o Terrão. Encontramos nosso lugar.

E hoje, amigos fiéis, podemos soltar - com os olhos marejados e o peito cheio de orgulho - o merecido grito de "É campeão". Obrigado, Corinthians, por mais essa conquista, por mais esta lição.

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