Presidente defende protestos e cita ‘crise violenta’ ao comentar preço dos ingressos

O presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, aprovou o protesto de parte da torcida presente no setor Norte da Arena, neste domingo, durante o clássico contra o São Paulo. Confira!
Roberto assistiu à vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo e aprovou o protesto da Fiel

Roberto assistiu à vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo e aprovou o protesto da Fiel

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

O presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, aprovou o protesto de parte da torcida presente no setor Norte da Arena, neste domingo, durante o clássico contra o São Paulo. Para o cartola alvinegro, a manifestação liderada pela Gaviões da Fiel, suspensa dos estádios paulistas por 60 dias, tem cunho justificado, já que não houve violência.

“Vai ser punido por quê? É um manifesto legítimo, cada um tem o direito de se manifestar da forma que quiser. O que não pode é ter violência”, afirmou Roberto de Andrade, ao ser questionado se temia que o clube do Parque São Jorge fosse punido – pelo segundo jogo consecutivo, torcedores corinthianos exibiram faixas em protesto à Rede Globo, ao comando da Federação Paulista de Futebol (FPF) e ao preço dos ingressos.

“Faz parte. Não é que a gente não faz mais barato porque a gente não quer. A gente procura fazer de tudo pra deixar mais acessível ao estádio, mas às vezes não consegue por conta de custos”, justificou o dirigente corinthiano. “Ingresso mais barato”, mencionava um dos cartazes.

A partir do returno do Brasileirão 2015, o Timão baixou o valor de face dos ingressos dos jogos. O setor Leste Superior passou de R$ 120 (em dias de semana) e R$ 150 (em fins de semana) para R$ 100. O Oeste Inferior teve redução de R$ 250 para R$ 180. Já o Oeste Superior pôde ser obtido por R$ 120. Todos os valores têm descontos para sócios do Fiel Torcedor.

“Repito: os ingressos estamos sempre revendo, desde que assumi, já baixamos duas vezes, estamos sempre baixando os valores. O que não conseguimos, às vezes, é porque os custos aumentam, o país está vivendo uma crise violenta. Então talvez não consiga colocar no preço que o torcedor quer”, completou.

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