Clubes sul-americanos se unem, e presidente do Timão pede 'transparência' e 'rendição da Conmebol'

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Por Meu Timão

Roberto de Andrade falou em 'transparência' em discurso contra a Conmebol

Roberto de Andrade falou em 'transparência' em discurso contra a Conmebol

Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

A recém-criada Liga Sul-Americana de Clubes ganhou um importante capítulo na tarde desta quinta-feira, em São Paulo, no estádio do Morumbi. Dirigentes de mais de 40 clubes da América do Sul se reuniram para debater o estatuto da nova organização, cujo objetivo é bater de frente com a Conmebol em busca de maiores repasses financeiros às equipes.

O presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, representou o clube do Parque São Jorge no evento. O mandatário destacou o poder de união dos clubes sul-americanos e projetou uma força ainda maior quando a Liga estiver de fato consolidada.

Chegou-se a ser cogitado a criação de um torneio independente da Conmebol, a exemplo do que clubes do Brasil fizeram neste início de temporada com a Primeira Liga. Tal ideia, contudo, já está descartada pela Liga Sul-Americana.

"Acho bacana nós estarmos nos juntando, tentando formar uma força maior aqui no continente sul-americano. É uma necessidade que o futebol da nossa região tem. Precisamos de uma força maior junto à Conmebol. É fundamental o que está acontecendo daqui para frente e ficará ainda melhor quando estivermos com essa força pronta", comentou o presidente do Corinthians.

Ao falar sobre os principais objetivos da Liga, Roberto de Andrade foi abordado a respeito da premiação e das cotas de TV distribuídas pela Conmebol aos clubes que participam de suas competições. No ano passado, o então superintendente de futebol Andrés Sanchez, em nome do Corinthians, havia ameaçado boicotar a Libertadores caso não houvesse mudanças.

"O descontentamento não é só do Corinthians, é de todos. O Corinthians tem força solitária? Tem. Mas garanto que todos juntos farão uma cobrança ainda maior. Será inevitável que a Conmebol se renda aos maiores clubes da América do Sul. É o que queremos, uma transparência. O mundo está precisando disso em todos os seguimentos", analisou Roberto de Andrade.

"A Conmebol não tem de ficar com a maior parte das receitas vindas dos torneios, porque quem faz os torneios somos nós", completou.

Vale lembrar que o movimento da Liga Sul-Americana de Clubes se iniciou no começo do ano. Na ocasião, presidentes de alguns dos principais clubes da América do Sul se juntaram em Montevidéu, no Uruguai, para debater os primeiros passos do enfrentamento à Conmebol. Na ocasião, dirigentes de clubes brasileiros não compareceram.

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