Para Polícia, prisão de palmeirense diminui risco de confronto entre torcedores no clássico

Para Polícia, prisão de palmeirense diminui risco de confronto entre torcedores no clássico

Por Meu Timão

Versão da Polícia Civil sobre autoria de ataques a membros da Gaviões desmente organizadas

Versão da Polícia Civil sobre autoria de ataques a membros da Gaviões desmente organizadas

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

A prisão do palmeirense Deivison Correia, de 26 anos, membro da Mancha Alvi Verde, vai diminuir o risco de confronto entre torcedores de Palmeiras e Corinthians no clássico deste domingo, às 16h (horário de Brasília), no Pacaembu. Pelo menos é o que afirma Mário Sérgio Pinto, da 5ª Delegacia de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva.

Há cerca de um mês, o presidente e o primeiro-secretário da Gaviões da Fiel, principal torcida organizada do Corinthians, foram espancados no estacionamento de um supermercado da zona oeste de São Paulo. Na época, o grupo de torcedores do Timão se pronunciou sobre o caso e negou que a autoria do ataque estivesse relacionada à rivalidade entre as organizadas.

Segundo o advogado Davi Gebara Neto, representante da Gaviões, as agressões a Rodrigo de Azevedo Lopes Fonseca, o Diguinho, e Cristiano de Morais Souza, o Cris, não partiram de “nenhuma diretoria das outras torcidas” – a dupla corinthiana havia participado de uma reunião com o promotor Paulo Castilho e líderes da Mancha Alvi Verde, ligada ao Palmeiras, e da Independente, do São Paulo.

Contudo, para a Polícia Civil, os ataques estão relacionados à inimizade entre as duas organizadas. “Entendemos que já há um conflito estabelecido entre as principais organizadas dos dois times. Teve uma escalada de violência, que acabou na agressão ao presidente da Gaviões. Isso aumentou e muito o risco de confronto. Com a ação repressiva desta sexta, esse risco diminuiu”, relatou Pinto ao jornal Folha de S.Paulo.

A versão da segurança pública contradiz a Gaviões da Fiel, que, inclusive, se reuniu com outras organizadas para discutir a violência no futebol e buscar justiça para o caso. “Aqueles que vão aos jogos com o intuito de praticar o crime observam a ação da polícia e veem que estamos atentos”, completou o agente.

Histórico criminoso – Esta não é a primeira vez que Deivison Correia é ligado a ações criminosas. Em 2009, ele ficou duas semanas preso por ter agredido o atacante Vagner Love, que na época jogava no Palmeiras. Ele ainda é suspeito de participar da briga de 2012 na Avenida Inajar de Souza, que deixou um torcedor palmeirense morto.

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