Joaquim Grava questiona julgamento de Yago por doping

Joaquim Grava questiona julgamento de Yago por doping

Por Meu Timão

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Para Joaquim Grava, consultor médico do Timão, Yago (foto) não deveria ter sido julgado por caso de doping

Para Joaquim Grava, consultor médico do Timão, Yago (foto) não deveria ter sido julgado por caso de doping

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

O consultor médico do Corinthians, Joaquim Grava, detalhou o assunto que movimentou os bastidores do clube ao longo dos últimos dias: o doping do zagueiro Yago. Para o profissional da medicina, não havia necessidade de o defensor do Timão ser julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Paulista de Futebol.

“O Yago foi submetido a procedimento normal, a uma infiltração com 1 ml de betametazona associado com outro medicamento, porque o Yago sofreu uma cirurgia já há alguns anos. Então programamos anualmente esse tipo de procedimento”, explicou Joaquim Grava em entrevista ao canal ao FOX Sports.

Yago testou positivo no exame antidoping do clássico contra o Santos, no dia 6 de março, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Paulista. Segundo o corpo clínico do Corinthians, o camisa 3 não teve intenções de usufruir dos efeitos da betametasona, anti-inflamatório capaz de amenizar dores nos joelhos.

Após o resultado da contraprova, a FPF decidiu afastar o jogador dos gramados preventivamente por 30 dias enquanto o julgamento era marcado. A direção do clube alvinegro, por sua vez, acreditava na absolvição do beque, já que o uso da substância foi citado na súmula do clássico.

“Mas ele estava com um processo inflamatório e pensamos em fazer intra-articular. Foi colocado na súmula. O que acontece é que esse medicamento, a avaliação dele e a compreensão são dúbias. Ele não pode ser endovenosa e nem muscular. Intra-artiticular pode e creme também pode. E foi feito intra-articular”, acrescentou Grava, que questionou o motivo do julgamento.

“É claro que vai aparecer no exame deu lá. Mas foi intra-articular, que é permitido. Eu entendo que o atleta não deveria ir para julgamento. O atleta não tem nada a ver com isso. Quem tem que ser ouvido ou indiciado é o médico”, disse.

Na última segunda-feira, Yago teve conhecimento de sua pena: 30 dias de suspensão. No entanto, como o jogador estava afastado desde o dia 10 de maio, a sentença acaba nesta sexta-feira (10), o que dá ao zagueiro a chance de entrar em campo diante do Palmeiras, domingo, às 16h (de Brasília), no Allianz Parque.

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