Cristóvão Borges rebate críticas e vê pessimismo do torcedor como 'exagero'

Cristóvão Borges rebate críticas e vê pessimismo do torcedor como 'exagero'

Cristóvão Borges fugiu do tom ponderado e rebateu críticas da torcida

Cristóvão Borges fugiu do tom ponderado e rebateu críticas da torcida

Foto: Daniel Augusto Junior/Agência Corinthians

Pela primeira vez desde que chegou ao Corinthians, no dia 20 de julho, Cristóvão Borges rebateu as críticas da torcida em torno do atual momento da equipe. Após o triunfo por 2 a 1 sobre o Vitória, de virada, na noite desta segunda-feira, o comandante alvinegro disse entender como “exagero” o pessimismo do torcedor corinthiano em relação à fase do Timão em 2016.

“Não é a primeira entrevista que vocês me fazem esse tipo de colocação. Fala-se muito da palavra exagero. Tá muito claro que não é pra tudo isso (críticas). O time de 2016 não é o time de 2015 campeão, é um time que está sendo refeito. Quando cheguei aqui, o trabalho estava desse jeito, buscando uma equipe, uma maneira de jogar”, iniciou Cristóvão Borges.

“Fala-se um pouco também por causa do Tite, de substituí-lo, já passou disso. Acho que está um pouco além da conta, não tem necessidade disso. Não tem ninguém no campeonato maravilhoso, está todo mundo no mesmo nível, e o Corinthians está ali, disputando a ponta. Acho que é um pouco pesado”.

A declaração de Cristóvão Borges vai ao encontro da série de tropeços do Corinthians antes da partida diante do Vitória. O time alvinegro estava há três jogos sem vencer, além de acumular três empates consecutivos dentro de seus domínios. Contra o adversário baiano, o Timão viu Yago marcar a favor dos visitantes, mas contou com Marlone e Marquinhos Gabriel para construir a vitória.

Questionado se, por ora, as críticas da Fiel sobre seu trabalho diminuiriam, Cristóvão foi sincero. “Acho que até a próxima dificuldade. Mas isso não me afeta, eu estou muito concentrado naquilo que eu quero, naquilo que posso fazer, no potencial que a equipe pode desenvolver. Minha concentração é no trabalho, meu foco é esse. Estou gostando muito porque vejo a possibilidade de mostrar isso. Com todas as dificuldades que estamos passando, estamos ali sem dever nada a ninguém. É isso que me move, eu não saio do meu foco”, frisou o treinador.

“Eu, quando sou criticado, e sou bastante criticado, eu não reclamo, não me faço de pobre coitado, nada disso. Seguro firme. A torcida reage de acordo com o sentimento dela”.

Antes de terminar a entrevista coletiva, Cristóvão citou um episódio específico do duelo em Itaquera. A alteração do volante Bruno Henrique por Cristian, no segundo tempo de jogo, foi recebida em tom de reprovação pelos cerca de 22 mil corinthianos. O treinador, porém, explicou que há fatores que a torcida não tem conhecimento.

“O Bruno Henrique foi substituído. Todo mundo achou ruim. Bruno Henrique estava com câimbra nas duas pernas. Existe uma predisposição a ficar criticando qualquer coisa que o treinador faça. O jogo tava 2 a 1 e tinha gente perto de mim deixando de ver o jogo pra ficar falando. Eu não gosto desse tipo de conversa porque parece que estou me queixando e reclamando. Eu gosto é de trabalhar. Gosto do meu trabalho”, finalizou.

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