Negociação de dois jogadores foi determinante para demissão no Corinthians, revela Cristóvão

Negociação de dois jogadores foi determinante para demissão no Corinthians, revela Cristóvão

Por Meu Timão

Cristóvão Borges foi demitido do Corinthians após três meses de serviços prestados

Cristóvão Borges foi demitido do Corinthians após três meses de serviços prestados

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

O técnico Cristóvão Borges, demitido do Corinthians no mês passado, revelou qual foi o momento-chave no qual seu trabalho passou a degringolar no clube do Parque São Jorge. Em entrevista concedida no programa Bola da Vez, da Espn, e publicada na noite desta terça-feira, o treinador apontou a venda dos volantes Elias e Bruno Henrique como fator determinante para a queda de rendimento do Timão e, consequentemente, sua demissão.

"Não teve problema (com a diretoria). Eu sei porque o trabalho foi interrompido. Imagina, você está montando um time e saem jogadores. Futebol tem que ter time. Quando eu consegui encontrar consistência no time, perdi Elias e Bruno Henrique. Esses jogadores, além do Rodriguinho, que hoje é o melhor do time, são os que me davam consistência. Perder tais peças me fizeram atrasar. E, se me atrasei, preciso de tempo", declarou.

E engana-se quem pensa que Cristóvão ficou chateado com a diretoria por não ter segurado os jogadores ou com os próprios atletas. Na opinião do treinador, o problema está na forma como o "negócio" futebol é tratado atualmente, onde o elenco de um clube é fatiado entre empresários, grupos de investimentos, diferentes agremiações, etc. Tal sistema favorece negociações no decorrer de uma temporada, conforme explicado pelo comandante.

"Eu tenho certeza que, não tendo acontecido isso (venda de Elias e Bruno Henrique), o trabalho não teria sido interrompido. O Corinthians e outros clubes, em momento de dificuldade, fazem parcerias com fundos de investimento para contratar jogadores. E aí o clube tem apenas 20% de um jogador, mas o investidor e o jogador querem ser negociados. E é isso que acontece. Nem eu nem o presidente queríamos que saíssem jogadores. Todos os que saíram saíram nessas condições", argumentou, dando a entender que o Timão ficou de mãos atadas diante das propostas de Palermo e Sporting por Bruno Henrique e Elias.

A partir do desmanche sofrido pelo Corinthians nas mãos de Cristóvão, a equipe foi acumulando maus resultados. Primeiro se afastou da liderança do Brasileirão e, depois, viu ameaçada sua permanência na zona de classificação à Libertadores. Neste cenário, o treinador viu o Timão ser derrotado pelo arquirrival em Itaquera. Como consequência, foi demitido. A saída do técnico, no entanto, na visão do próprio Cristóvão, foi "sacramentada" lá atrás, no momento em que suas principais peças foram negociadas.

"Eu não tinha a informação (que seria demitido se perdesse o Dérbi), mas, por experiência vivida, quando perdi esse dois jogadores, sabia que meu trabalho ali passaria a ser muito difícil. Ali eu precisaria de tempo, e futebol não é o lugar que dão tempo. Aconteceu durante a semana uma entrevista do Eduardo falando que meu trabalho seria avaliado no fim do ano. E ele falou a verdade. Quando ele deu a entrevista, era verdade. Mas o ambiente estava muito pesado, muita pressão. Vira um caldeirão", afirmou Cristóvão.

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