Corinthians detalha contrato e garante que Apollo não prejudica NR da Arena

Corinthians detalha contrato e garante que Apollo não prejudica NR da Arena

Casa do Corinthians desde 2014, Arena ainda não foi oficialmente 'batizada'

Casa do Corinthians desde 2014, Arena ainda não foi oficialmente 'batizada'

Foto: Divulgação

O contrato de patrocínio vigente entre Corinthians e Apollo Sports Capital, fundo de investimento que reúne empresas interessadas em investir no futebol, não interfere na negociação dos naming rights da Arena, tampouco a prejudica. É o que garante Gustavo Herbetta, superintendente de marketing do clube paulista.

A possibilidade de o vínculo firmado com a Apollo lesar a venda dos direitos de nome do estádio alvinegro foi levantada pelo portal UOL Esporte, em reportagem publicada na última quarta-feira. Segundo o site, o Timão teria de descartar uma eventual operação comercial caso a marca interessada em adquirir os naming rights fosse concorrente de uma das parceiras da companhia, que decide quem aparece no espaço posterior do uniforme corinthiano.

Em contato com o Meu Timão, Herbetta rebateu a afirmação e deu detalhes da relação Corinthians-Apollo. “As contrapartidas negociadas com a Apollo pertencem ao Corinthians, é um contrato com o Corinthians. As redes sociais e o Fiel Torcedor são propriedades do Corinthians. As contrapartidas negociadas com a Apollo são exatamente as mesmas que todos os patrocinadores do Corinthians possuem. Então se você disser que o contrato com a Apollo prejudica o naming rights, todos os contratos de patrocínio do Corinthians prejudicam o naming rights, o que é uma verdadeira mentira”, declarou.

Inaugurada em maio de 2014, a Arena Corinthians é administrada pela BRL Trust (para entender o modelo de negócio do estádio, leia o texto desta semana do advogado Roberto Piccelli, colunista do Meu Timão). De acordo com o representante do marketing corinthiano, é ela quem busca investidores para o empreendimento na zona leste. “As propriedades da Arena pertencem à Arena, as propriedades do Corinthians pertencem ao Corinthians. Ao vender o naming rights, eu vendo as propriedades da Arena, os ativos de exploração da Arena, não os ativos do Corinthians. Eu não posso fazer isso”, contestou.

O crescimento das redes sociais fez os clubes de futebol, entre eles o Corinthians, comercializar publicações a anunciantes, que buscam maior interação com torcedores e, portanto, maior lucro. A Apollo, diferentemente de um patrocinador comum, tem como objetivo não divulgar seu próprio nome, mas revender propriedades no mercado. Pelo documento ao qual o UOL Esporte teve acesso, a “a patrocinada (Apollo) terá direito a oferecer produtos de seus parceiros nas redes sociais do clube, aos programas de sócios-torcedores, além de ter acesso à base de dados deles”. Entretanto, ao contrário do pressuposto, a regra não tem relação com negócios, sejam eles do mesmo seguimento ou não de clientes da Apollo, da Arena.

Herbetta também repudiou a informação de que o Corinthians não receberia R$ 10 milhões por temporada com o patrocínio da Apollo, como divulgou em setembro – o portal revelou que a transação renderia, ao todo, R$ 23 milhões (R$ 7 milhões a menos) aos cofres alvinegros durante o mesmo período.

“Não procede. A gente nunca pode divulgar oficialmente o valor de nenhum contrato, com exceção o da Caixa. Os contratos são confidenciais, não é uma falta de transparência do Corinthians. O Corinthians anualmente divulga o valor capitado em patrocínios, de maneira consolidada”, esclareceu o dirigente, reiterando ainda que o negócio renderá cerca de R$ 30 milhões ao Timão.

“Por que não posso divulgar? Porque cada anunciante tem sua estratégia de comunicação e quer privar a concorrência de saber o quanto ele está investindo. Eu tenho cláusulas de confidencialidade, não posso falar o quanto a Nike investe porque ela não quer que a Adidas saiba, por exemplo. Tudo é especulado”, finalizou.

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