Novo diretor do Corinthians defende filosofia sobre categorias de base e alfineta rival

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Por Meu Timão

Flávio Adauto tem missão de chefiar departamento de futebol corinthiano até 2018

Flávio Adauto tem missão de chefiar departamento de futebol corinthiano até 2018

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Anunciado como novo diretor do Corinthians no último dia 26, Flávio Adauto tem lidado com uma série de questões acerca do departamento profissional de futebol, entre elas as utilização de jogadores oriundos das categorias de base. Para o braço direito do presidente Roberto de Andrade, é necessário calma ao lançar os garotos na equipe principal.

“A história do Corinthians, a tradição, é de revelar jogadores. Recentemente, não houve a possibilidade. Você tem 20 jogadores que disputam a Copa São Paulo. Se ganhar, vai subir os 20? Acaba com os profissionais? Não é assim, você sobe três ou quatro”, opinou o diretor de futebol do Timão em entrevista ao UOL Esporte.

A afirmação de Adauto vai de encontro à opinião da maioria dos torcedores alvinegros, que defende mais chances a jovens destaques do sub-20 no time principal, hoje comandado pelo técnico Oswaldo de Oliveira. Segundo o dirigente, o Corinthians precisa preservar suas joias e promovê-las no momento ideal.

“Quem sobe 20 é o time pequeno, que não tem cobrança. No time grande, você tem de preservar, ver a hora certa e esperar que vingue. O São Paulo está sendo elogiado porque lançou garotos, mas até outro dia estava sendo execrado. Deu certo, mas e se não desse? Ganharam do Corinthians, mas perderam do América-MG”, frisou.

Lembrado pelo bom proveito de suas divisões menores, o Santos, rival do Corinthians, foi citado pelo diretor. Para Adauto, os talentos que vestem a camisa do clube praiano não sentem pressão, já que não existe cobrança por parte da torcida.

“Com o Santos é diferente. Quando o Santos vai lançar um garoto ninguém fica sabendo. Não tem cobrança, não tem exposição. Se perder a Copa São Paulo, ninguém está ligando. Quando o Santos coloca um jogador no banco, o pessoal só fica sabendo quando vê a súmula”.

“No Corinthians, não. Tem de ganhar a Copa São Paulo, tem de revelar, tem de jogar bem. A pressão é muita. Quando lançamos o Lulinha já falavam que ele tinha mais gols que o Pelé nas categorias de base, que ele era o maior talento do Brasil. Como resistir a tamanha pressão?”, finalizou.

Mais chances – Ao longo de 2016, seis jogadores das categorias de base representaram o Corinthians em partidas válidas pelo Campeonato Brasileiro. O número é superior à marca obtida na temporada anterior, quando apenas quatro atletas revelados pelo clube vestiram o manto alvinegro durante a competição nacional.

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