Joia do Corinthians, Fabrício Oya 'se livra' da Copinha e foca em outro campeonato: o vestibular

Joia do Corinthians, Fabrício Oya 'se livra' da Copinha e foca em outro campeonato: o vestibular

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Fabricio Oya deixa Copinha para trás e agora foca nos estudos

Fabricio Oya deixa Copinha para trás e agora foca nos estudos

Foto: Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians

Uma das maiores promessas da história do Corinthians, com apenas 17 anos de idade e contrato avaliado em 50 milhões de euros (cerca de R$ 168,4 milhões na cotação atual), Fabrício Oya tem "duas vidas".

Em determinados momentos, é o meia das categorias de base do Corinthians, dono da camisa 10 que já pertenceu ao também garoto Roberto Rivellino no Parque São Jorge na década de 60. É o batedor de faltas mirim que promete acabar com a seca de gols de bola parada da equipe profissional do Timão. Esse é o Fabrício Oya que a torcida viu brilhar nas últimas semanas na vitoriosa campanha do Sub-20 na Copa São Paulo de Futebol Júnior.

O Fabrício Oya que a Fiel não conhece é o que deixou de ir à "baladinha" de comemoração do título da Copinha com os colegas de equipe. É o Fabrício Oya que, desde a noite do último dia 25, poucas horas após levantar a taça de campeão, está tirando o atraso e estudando o máximo que pode para uma prova de vestibular marcada para esta quarta-feira. É o Fabrício Oya que se formou no ensino médio no ano passado e, ainda menor de idade, já sonha aliar a carreira de jogador de futebol à de estudante universitário.

Jogador do Corinthians desde os 12 anos e assim dedicado ao futebol desde muito cedo, Fabrício Oya também passou boa parte da vida centrado nos estudos. Como a família mora em Campinas, ele passou a juventude se dividindo entre estudar, treinar e viajar diariamente do interior para a capital e da capital para o interior. Descendente de orientais, já cogitou até mesmo largar o sonho de se tornar jogador; jamais, contudo, cogitou abandonar a escola.

Fabrício Oya durante final da Copinha

Fabrício Oya durante final da Copinha

Reprodução/TV

"Estudava de manhã, treinava à tarde e voltava para casa à noite. Fora os custos, tem todo aquele cansaço mental e físico. Mas isso fui superando, minha família sempre me ajudou, até mesmo quando eu estava pensando em desistir por causa de todo o cansaço, por ver meus amigos curtindo festas, férias, e eu lá batalhando, treinando, mas tudo isso valeu à pena pensando no momento que estou vivendo hoje", contou Oya, em entrevista concedida ao Meu Timão, durante visita do jovem ao CT Joaquim Grava.

Passar anos e anos vivendo suas "duas vidas" lhe colocou numa cilada neste início de 2017. Concentrado ao longo de todo o mês de janeiro com a equipe sub-20 do Corinthians para a disputa da Copinha, Oya não conseguiu estudar para a prova que pode lhe colocar num curso de educação física nos próximos anos. Com fome de bola... Ops! Com fome de livros, o jovem corinthiano tenta tirar o atraso nesta reta final de preparação para o vestibular.

"Vou prestar agora dia 1º. Não consegui estudar durante a Copinha. Vou tentar dar uma estudada agora nesses próximos dias. Vamos ver, né... Tomara que eu passe", falou, entre risos ansiosos, o meia corinthiano, que, não fosse a medalha de decacampeão da Copinha pendurada no pescoço, pareceria um pré-vestibulando qualquer preocupado com os estudos.

Fabrício Oya atendeu reportagem do Meu Timão no CT Joaquim Grava

Fabrício Oya atendeu reportagem do Meu Timão no CT Joaquim Grava

Alternando o caderno com a bola e a sala de aula com o estádio, Fabrício Oya se divide. Se divide entre a vida de outros milhões de jovens Brasil afora e a vida que muitos desses milhões um dia sonharam ter.

Confira abaixo outros trechos da entrevista de Fabrício Oya ao Meu Timão

17 anos, adorado pela torcida, campeão da Copinha e com multa contratual estipulada em 50 milhões de euros. Como você chegou a esse patamar?

Em todos esses anos que estive aqui, pude mostrar meu futebol, meu talento. Devo isso a todos os companheiros que passaram por aqui, toda a comissão técnica, os técnicos, os preparadores físicos que sempre procuraram evoluir o que eu não tinha de bom e o que eu tinha de bom. Acho que isso me ajudou muito. O Corinthians me ajudou muito a chegar a esse ponto. Tenho que agradecer muito o Corinthians. E sobre tudo isso, tentar não pensar muito, deixar de lado e só jogar bola.

Qual momento da trajetória vitoriosa do Corinthians na Copinha ficará marcada para você?

Além da expressão de ser o décimo título, porque dez é um número expressivo, e a mudança da taça que representa o Pacaembu, que para muitos torcedores é o estádio deles, houve também a união do grupo. Era uma família mesmo. Tínhamos tudo para ser campeão.

Quais foram os destaques individuais do Corinthians nessa Copinha?

Todos foram muito bem. Sempre um se destaca mais do que os outros. Mas, sendo campeão, a luz sempre bate para todos. Às vezes bate um pouco mais para um do que para outro. Mas o grupo todo está de parabéns. Não tenho um preferido.

Como foi para você trabalhar com Osmar Loss? E o que tem para falar sobre Coelho, que será o substituto de Loss no Sub-20?

O Osmar é um cara muito estudioso, muito atencioso e muito detalhista também. É incrível como ele, e até mesmo o Coelho também, procuram assistir a todos os jogos dos adversários e passar todas as informações de mão beijada para a gente. Para a gente só chegar em campo e botar em prática. Eles têm o dom para essa parte tática do jogo, eles acrescentam muito à nossa carreira. E acho que o Coelho vai conseguir suprir a saída do Osmar (que está de saída para se tornar auxiliar do profissional). O Coelho é um técnico muito bom também, me ajuda muito nos treinos de cobranças de falta até. Com certeza terá uma carreira boa no Sub-20 do Corinthians.

E como foi seu trabalho nas categorias inferiores com o Márcio Zanardi? Você se surpreendeu com a demissão dele do cargo de técnico do Sub-17 no ano passado?

O Márcio era um grande técnico. Além de ser um grande técnico, se tornou um amigo meu no clube. Fiquei três anos seguidos com ele como meu técnico. A gente ia subindo de categorias juntos. Foi uma experiência muito boa, ele me ajudou a crescer muito. Então acho que veio para somar. Fiquei surpreso (com a demissão), mas acontece, é o meio do futebol. Desejo tudo de bom e do melhor para a vida dele.

E como você projeta o trabalho do Loss no profissional?

Acho que o Osmar pode trazer toda aquela parte de análise dele do futebol, ele é um cara muito inteligente. Ele vai vir para somar e ajudar muito o Carille.

Loss no profissional aumenta as chances de promoção da garotada ao profissional?

Quando ele foi promovido, nós conversamos, é lógico. Mas a integração da base para o profissional, antes do Loss subir, já estava sendo bem feita. Mudou muito isso nos últimos anos. Acho que talvez o Loss no profissional ajude um pouco (na promoção dos jovens), porque ele já conhece a gente, pode exigir mais porque sabe o potencial que temos. É uma balança bem equilibrada.

Você acha que já é hora de ser integrado ao profissional? Ou é melhor seguir mais um pouco na base?

Acabei de ser campeão da Copa São Paulo, estou aproveitando o momento. Deixo isso aí para eles, estou fazendo meu trabalho e evoluindo cada vez mais. Quando acharem que estou pronto e me promoverem, vou fazer meu melhor. E pode esperar que a torcida corinthiana terá muita alegria ainda comigo.

Mas você já se sente pronto?

Ah...Não... Não sei... Pronto, sempre que eles falarem para a gente subir, tem que falar que está (risos).

Qual seu sonho no futebol?

Meu grande sonho sempre foi e sempre vai ser estrear lá na Arena como profissional do Corinthians ouvindo toda aquela torcida gritar e ganhar muitos títulos aqui.

E futebol à parte?

Eu acho que fora do futebol penso em ter uma vida boa, tranquila, conseguir ajudar toda minha família, talvez me formar para continuar no ramo depois de encerrar minha carreira.

Veja mais em: Fabricio Oya, Copinha e Base do Corinthians.

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