Goleiro surpreende no Corinthians, e pai lembra trajetória polêmica em rival
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Por Meu Timão

Diego vem agradando o preparador de goleiros Mauri Lima
Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
O Corinthians tem um "quinto elemento" em seu esquadrão de goleiros na temporada de 2017. Trata-se de Diego, de 17 anos, que se junta diariamente a Cássio, Walter, Matheus Vidotto e Caique França nos treinos da equipe profissional no CT Joaquim Grava.
Em entrevista concedida ao jornal Lance!, Mauro Riechelmann, pai de Diego, admitiu a surpresa por ver seu filho tão rapidamente integrado (ainda que de forma não oficial) ao elenco profissional. O jovem, afinal de contas, estava até outro dia no Sub-17.
"Foi uma surpresa para nós essa convocação para a Florida Cup, porque era o primeiro ano dele no sub-20, ele foi inscrito como terceiro goleiro na Copinha. Ele nunca jogou nem no sub-20, mas optaram por ele. Ano passado ele estava no sub-17, participou do Paulista, Copa BH e foi campeão da Copa do Brasil como titular. Esse ano, devagarzinho, ele vai buscando o seu espaço", declarou Mauro.
Diego foi liberado por Osmar Loss em meio à Copinha pois o Corinthians precisava às pressas de um terceiro goleiro para integrar o elenco da Florida Cup (Walter estava lesionado e Matheus Vidotto precisava viajar à Itália para tirar passaporte europeu). Como já tinha visto americano, o jovem de 17 anos foi o escolhido pelo Timão.
Chama atenção o fato de, há pouco tempo, o hoje corinthiano Diego não servir para as categorias de base do rival Santos. Na Baixada Santista, o arqueiro foi preterido e, assim, acabou saindo da equipe praiana.
"Trouxeram um outro goleiro e não queriam dar oportunidade para o Diego, que tinha sido titular em todas as categorias até então. Eu sabia que era hora de ele aparecer e achei melhor ele sair", contou Mauro.
"Ficou uma indefinição durante uns seis meses e chegamos a pedir um teste no Red Bull. Nesse meio tempo, colegas que ele tem no Corinthians comentaram dele e o treinador de goleiros tinha todos os dados e pediu para ele fazer um treino. Ele ficou uma semana, fez um amistoso contra a Ponte Preta, jogou bem e ainda pegou um pênalti. Acharam até estranho a forma como o Santos tinha liberado", finalizou.