Túlio Maravilha diz se arrepender de saída por impulso do Corinthians e nega atrito com Marcelinho

Túlio Maravilha diz se arrepender de saída por impulso do Corinthians e nega atrito com Marcelinho

Por Meu Timão

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Túlio foi o convidado do Resenha ESPN desta semana

Túlio foi o convidado do Resenha ESPN desta semana

Reprodução/ESPN Brasil

Túlio Maravilha ganhou notoriedade no futebol brasileiro pelo faro apurado para marcar gols, sobretudo com a camisa do Botafogo, equipe da qual é ídolo e campeão brasileiro de 1995. O que poucos se lembram, contudo, é que o ex-atacante defendeu o Corinthians nos anos 90. Em entrevista ao programa Resenha ESPN, ele se recordou da passagem pelo Parque São Jorge e revelou ter sido o principal responsável por sua saída de lá.

“Foi (decisão errada). Eu até falo para o meu filho para ter paciência. No futebol, não adianta você agir com temperamento, com o calor da emoção, você tem de ter calma, esperar as coisas esfriarem e aí as coisas acontecem naturalmente. Se for no impulso, você acaba tomando decisões precipitadas e perdendo tempo na carreira”, disse Túlio Maravilha, que disputou 33 jogos com o manto alvinegro.

O atacante relevado pelo Goiás foi a maior contratação do Corinthians em 1997. À época, o clube fechou parceria com o Banco Excel e trouxe o atleta do Botafogo por cerca de 6 milhões de dólares. Além dele, chegaram à equipe o zagueiro Sangaletti, o atacante Donizete Pantera Negra, entre outros.

“Jogadores vieram para reforçar: eu, Sangaletti, Fábio Augusto... Realmente montaram um time para ser campeão brasileiro e da Copa do Brasil, mas dentro de campo as coisas não aconteciam do jeito que a gente queria. Mesmo assim fazendo gols, né, Mirandinha, depois veio o Donizete, fizemos um elenco para ser campeão e conseguimos do Paulistão. Mas, na Copa do Brasil, o time não teve sucesso”, admitiu.

Embora reserva, Maravilha foi artilheiro da campanha do título paulista de 1997 com 13 gols. Sincero, o ex-jogador nega que tenha sido boicotado no Corinthians – ele havia sido comprado a peso de ouro, o que poderia despertar rusgas dentro do elenco alvinegro.

“Não digo boicotado, porque eram estilos diferentes. O Nelsinho era o treinador na época e ele gostava de jogador de velocidade, tanto é que veio o Donizete e ficou Donizete e Mirandinha como atacantes e deu certo, a dupla funcionou. O time começou a ganhar e eu só entrava para concluir e sacramentar as vitórias. Mas não culpo o Nelsinho, porque depois ele me ofereceu a camisa de titular e quem não quis fui eu. Quer dizer, eu saí do time, deu uma semana depois quem saiu foi ele. Então os dois saíram perdendo”.

“Estrela” daquele time, Túlio Maravilha também refuta qualquer intriga com Marcelinho Carioca, uma das possíveis causas de sua transferência ao fim da temporada para o Vitória. “O Marcelinho não tinha nada a ver, era meio-campista, me ajudou muito também. Fiz vários gols com passe dele, nosso Pé de Anjo, um jogador que faz falta no futebol. É que a imprensa gosta de fazer sensacionalismo, até hoje é assim, inventam muita coisa. Mas entre nós, jogadores, não tinha nada disso”, concluiu.

Veja mais em: Ex-jogadores do Corinthians.

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