Carille vê título do Corinthians como 'anormal' e elege destaque de campanha
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Por Vinícius Souza

Carille foi exaltado pelos jogadores no gramado de Itaquera
Divulgação/Corinthians
Campeão pela primeira vez na carreira, o técnico Fábio Carille foi sincero ao descrever a sensação de erguer o troféu do Campeonato Paulista 2017, neste domingo, na Arena, diante da Ponte Preta. Auxiliar do Timão até o fim da temporada passada, quando foi convidado a suceder Oswaldo de Oliveira no comando da equipe, o discípulo de Tite disse não ser normal a conquista do estadual em tão pouco tempo de trabalho.
"O que acontece aqui não é normal, não. Nós sermos campeões não é normal. Vou ser sincero: não esperava. Esperava mais tempo, mais entendimento, só que a parte defensiva sobressaiu demais. Lembro que para chegar no título mundial de 2012 o time foi construído em 2010. São dois ou três anos. Na Europa é assim. É uma engrenagem. É esporte coletivo, não individual. Mas a necessidade de resultados rápidos obriga a algumas coisas que não concordo. Aqui deu tudo certo", disse Carille, que revelou o principal combustível do Corinthians ao longo do campeonato: a força do elenco.
"O grupo foi maravilhoso. Pode-se falar do Jô que fez os gols, mas todos colaboraram. O grupo, o elenco é o destaque do campeonato", frisou.
Embora extenuado, Carille já projetou o próximo compromisso do Corinthians: o duelo de volta da primeira fase da Copa Sul-Americana, contra a Universidad de Chile, quarta-feira, fora de casa. De acordo com Fábio, o trabalho será redobrado daqui em diante, tudo para evitar o relaxamento do elenco de atletas depois do título paulista.
"Vamos continuar igual. Muito feliz hoje, mas amanhã tem de preparar o time para quarta-feira. Não será fácil. Ainda mais por tudo, relaxamento natural. Temos de ir muito fortalecidos para quarta. Amanhã é colocar os pés no chão. Depois pensar na estreia do Brasileiro. Sobre reforços? Pode acontecer. Se chegar é para fortalecer. Senão, vamos continuar da mesma maneira. Quem chegar precisa entender que vamos precisar trabalhar muito", concluiu.