Perto dos 300 jogos, Cássio elege Corinthians de 2017 o melhor grupo do qual fez parte

Perto dos 300 jogos, Cássio elege Corinthians de 2017 o melhor grupo do qual fez parte

Cássio ergue taça de campeão paulista 2017; jogador está perto de atingir 300 jogos

Cássio ergue taça de campeão paulista 2017; jogador está perto de atingir 300 jogos

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Campeão paulista, 23 jogos de invencibilidade, líder disparado do Campeonato Brasileiro. As marcas expressivas do Corinthians em 2017 não chamam atenção por acaso. No entanto, para o goleiro Cássio, perto de completar 300 partidas com a camisa alvinegra, outro atributo faz da atual equipe o melhor grupo do qual fez parte nesses mais de cinco anos de Timão.

Em conversa com o Meu Timão dias antes da vitória sobre o Grêmio, no CT Joaquim Grava, Cássio citou o diferencial do time de 2017 para outras equipes campeãs do clube, como as de 2012 (vencedora da Libertadores e do Mundial) e 2015 (hexacampeã brasileira). O camisa 12 foi além:

“É difícil. Acho que o grupo de repente possa ficar um pouco atrás na qualidade, mas na entrega, na união da equipe, esse grupo é o melhor que já peguei até hoje. É um time que se entrega”, definiu Cássio, explicando que a escolha tem relação com a personalidade dos atletas contratados no início da temporada.

“Não quer dizer que as outras equipes não se entregavam. Mas a união do grupo, os jogadores que chegaram conseguiram rapidamente entregar o ‘estilo’ do Corinthians. O Jô já conhecia um pouco como era jogar no Corinthians, mas os outros jogadores que chegaram, como se diz, ‘vestiram a camisa e foram para o jogo’. Conseguiram entrar no estilo do Corinthians rapidamente e no espírito vencedor, de entrega e de luta. Acho que esse é o diferencial da equipe desse ano”, acrescentou.

Cássio completou 290 jogos pelo Corinthians no último domingo – de quebra, foi eleito destaque da vitória por 1 a 0, com direito a pênalti defendido em cobrança de Luan. Restam dez para o goleiro de 30 anos, um dos maiores vencedores da história do clube, atingir a marca especial de 300 partidas. Por ora, ele pensa somente em seguir ajudando o Timão.

“Não havia pensado sobre isso, não, mas fico muito feliz de estar próximo de atingir essa marca, espero atingi-la e dar continuidade com muitos mais jogos. Que esses jogos se transformem em vitórias e títulos para o Corinthians, mas o pensamento é jogo a jogo”, finalizou.

O bate-papo a seguir faz parte da entrevista exclusiva de Cássio ao Meu Timão sobre o aniversário de cinco anos da conquista da Libertadores, a ser comemorado no próximo dia 4 de julho. O restante da conversa, portanto, você confere na próxima terça-feira. Não perca!

Cássio atendeu a reportagem do Meu Timão no CT Joaquim Grava

Cássio atendeu a reportagem do Meu Timão no CT Joaquim Grava

Larissa Lima/Meu Timão

Leia parte do bate-papo do Meu Timão com Cássio

Sequência de vitórias sem selecionáveis

Acho que quando se trabalha, você almeja coisas boas. Quando você é positivo e sua equipe é positiva, pensa sempre para frente, que nós podemos conseguir, lógico que a gente pode. São dois jogadores de Seleção, jogadores que são fundamentais, Fagner e Rodriguinho são líderes da equipe, já estão aqui há algum tempo, conhecem bem a equipe, mas acho que a gente mostrou – e os jogadores que entraram também – que temos um grupo muito qualificado. Quando se ganha, não é um ou dois jogadores, é o grupo todo. O fato de eles terem entrado, e entrado bem, é bom para o grupo. O Campeonato Brasileiro é um campeonato longo, precisamos de todos os jogadores por causa de lesões, cartões, chamados das seleções também. O mais legal é todo mundo estar comprometido no mesmo trabalho, no mesmo intuito, que é ajudar o Corinthians a conseguir vitórias e ninguém achar que é o craque do time. A gente não tem vaidade, não é porque estou há mais tempo que eu sou melhor que o menino que chegou lá. Nós temos que ter todos humildade de trabalhar. Acho que o legal desse grupo é isso, todo mundo se respeita, todo mundo tem humildade. A gente sabe onde queremos chegar, mas é passo a passo, jogo a jogo.

Nota da redação: o Corinthians venceu Vasco (2 a 5), São Paulo (3 a 2) e Cruzeiro (1 a 0) sem Fagner e Rodriguinho, ambos a serviço da Seleção Brasileira em amistosos na Austrália. Romero, também titular, foi desfalque em São Januário por conta do duelo do Paraguai contra o Peru.

Trabalho de Carille

Eu avalio muito bem. Acho que o Carille se preparou para o que está acontecendo com ele, está colhendo os frutos, não “caiu de paraquedas”, como se fala. Ele trabalhou, se dedicou, fez cursos, tem cursos para fazer e é um cara merecedor. É o nosso comandante, tem total controle sobre o grupo e total respeito.

Faltou comprometimento em 2016?

Não, não entendo que seja comprometimento, até porque isso não existe. São fases. Muitas vezes a gente não está bem, quer fazer as coisas e não dá certo. São fases, são mentalidades, mudanças. Às vezes as coisas não acontecem mesmo você tendo o intuito de fazê-las bem. A gente não pode ficar se remoendo pelo o que aconteceu no passado, a gente tem que pensar no futuro, tem que pensar na frente, tirar coisas boas e positivas e não cometer os mesmos erros que você cometeu no passado para evoluir. O que aconteceu no passado passou e você tem que viver o presente.

Equipe de 2017

É difícil. Acho que o grupo, de repente, possa ficar um pouco atrás na qualidade, mas na entrega, na união da equipe, esse grupo é o melhor que já peguei até hoje. É um time que se entrega... Não quer dizer que as outras equipes não se entregavam. Mas a união do grupo, os jogadores que chegaram conseguiram rapidamente entregar o “estilo” do Corinthians, o Jô já conhecia um pouco como era jogar no Corinthians, mas os outros jogadores que chegaram, como se diz, “vestiram a camisa e foram para o jogo”. Conseguiram entrar no estilo do Corinthians rapidamente e no espírito vencedor, de entrega e de luta. Acho que esse é o diferencial da equipe desse ano.

Janela de transferências pode atrapalhar?

Não, acho que não, até porque não saiu ninguém. Especulação sempre vai ter, jogamos no maior clube do Brasil, o clube que tem maior visibilidade. Se vai acontecer ou não, pode ser, mas até agora não saiu nenhum jogador, não podemos falar porque não aconteceu ainda. Quando acontecer, temos que sentar e ver a mudança. Mas vejo que o Corinthians não tem só 11 jogadores, temos um grupo bem qualificado, em todas as posições têm jogadores de reposição.

Em uma palavra, o que uma equipe de futebol precisa para ser campeã?

Humildade.

Ansioso pelos 300 jogos?

Não (risos). Para ser bem honesto, não, nem pensei e nem estou pensando nisso. Lembro que quando fiz 250 jogos, nem sabia, fui saber na semana que ia completar 250 jogos. Eu fico muito feliz, lógico, mas foco mais no trabalho, na dedicação da semana para sempre tentar ajudar o Corinthians no dia a dia. Não havia pensado sobre isso, não, mas fico muito feliz de estar próximo de atingir essa marca, espero atingi-la e dar continuidade com muitos mais jogos. Que esses jogos se transformem em vitórias e títulos para o Corinthians, mas o pensamento é jogo a jogo. Comecei lá contra o XV de Piracicaba e agora tentando almejar os 300 jogos, fico muito grato porque ganhei títulos e acho que continuo a mesma pessoa que jogou contra o XV lá em 2012.

Veja mais em: Cássio, Fatos marcantes, Ídolos do Corinthians e Elenco do Corinthians.

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