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Queda de braço

Diretor da base do Corinthians sobe o tom ao comentar exclusão do Movimento dos Clubes Formadores

Por Bruno Pantarotto, Matheus Quintino e Matheus Fiuza

Na noite da última quinta-feira, o Corinthians foi excluído do Movimento dos Clubes Formadores (MCF) . Depois que o Timão emitiu uma nota oficial sobre o caso , Claudinei Alves, diretor da base alvinegra, também deu sua versão do acontecido.

Segundo apurou o Meu Timão, a exclusão foi motivada pelo avanço na contratação de um jogador de 14 anos que pertencia ao Palmeiras. Segundo o dirigente, porém, a situação foi tratada de forma precipitada, já que o atleta ainda não foi contratado.

“É muito prematuro o que aconteceu, alguém viu no BID (Boletim Informativo Diário da CBF) algum jogador do Palmeiras? Então, o jogador chegou para nós, foi oferecido para nós, eu pedi para o pessoal de scout, a gerência e os outros que cuidam dessa parte. Eu sempre tomei muito cuidado com isso. Quem acompanha meu trabalho sabe que eu jamais agi com falta de ética com qualquer clube. Sempre vai ser assim, dessa forma", iniciou o diretor.

"Nesse caso, esse jogador chegou para a gente agora dia 6, dia 7, dois, três dias atrás. E eu pedi para ver qual era a situação real dele, e a situação que ele estava livre. Para a minha surpresa também, eu pedi para fazer um scout da carreira do garoto. E o garoto, que teve sete meses no Corinthians, foi aprovado em 2021. Ele saiu do clube e foi para o Palmeiras. Agora, se acharam por bem tirar o Corinthians do grupo, por uma... para mim, foi arbitrário. Isso daí está sendo discutido. Vai ser discutido internamente. Nós vamos ver o caminho que nós vamos seguir", completou.

Claudinei também foi questionado sobre um possível contato de membros do MCF antes da exclusão, o que foi prontamente negado pelo dirigente alvinegro. O profissional ainda relembrou o caso Flora , atleta de apenas 10 anos da base do Timão, que recebeu propostas do Palmeiras.

Ninguém ligou para mim, ninguém procurou, pode ter procurado meu gerente, o nosso executivo, mas também diretamente deveria ter sido feito. Porque todos acompanharam aqui o caso do Flora. O Flora ficou conosco há alguns anos. Estranhamente também, o garoto se desligou do clube em dezembro, antes de nós assumirmos a nossa gestão. Todo mundo sabe qual foi o fim disso e o que fizeram pra ele ficar lá. As propostas (do Palmeiras) foram feitas, não adianta mentir porque é verdade, eu vi isso. Quando eu falei lá atrás, eu sabia o que eu estava falando, mas graças a Deus o desfecho foi muito bom para nós. Claro que ponderou, não tem dúvida disso. E não fomos nós que começamos isso. Quando é de outro lado, a pedra vem grande. Quando é para o outro, é pequena. Então, o Corinthians não vai aceitar isso”, comentou Claudinei.

O diretor da base também foi questionado se pretendia denunciar o Palmeiras pela acusação e como enxergava a postura de João Paulo Sampaio, coordenador da base do rival, que realizou a denúncia contra o Timão. Claudinei Alves relatou que diversos atletas alvinegros já foram aliciados pelo clube da Barra Funda.

“O nosso jurídico que vai falar (se vai denunciar). Nós temos um corpo jurídico muito bom e eles vão analisar tudo, já foram passadas algumas coisas para nós, e eles vão analisar e vão mostrar. Agora, quem vai perder com isso? Não sei, porque não adianta nem o Corinthians tirar jogador nosso, porque nós vamos tratar, nós sempre tratamos muito bem os nossos atletas. Ação da família, eu, na minha gestão, nós mudamos muito isso", falou o diretor.

“Eu prefiro não comentar a conduta dele (João Paulo Sampaio), porque todos conhecem a conduta dele aqui. Eu recebo uma dezena de jogadores que foram aliciados pelo Palmeiras, e não chegaram a lugar nenhum, entendeu? Agora, parece que tem uma comissão que vota lá, né? Quem votou pela saída do Corinthians. Você sabe quem foi? Quem votou? Então, procurem saber. Eu não vou falar, mas procurem saber quem foi a comissão que votou”, revelou.

Claudinei comentou sobre as "punições" que o Corinthians pode sofrer após a exclusão. Uma delas é falta de garantia na manutenção de jogadores de dez a 14 anos e a participação em torneios que não sejam oficiais.

“Eu vou encarar isso muito naturalmente. O Corinthians também, não é só que vão lá e: ‘vamos tomar o jogador do Corinthians’, não é assim que funciona. O Corinthians também, nós temos um grande nome no mercado, que é o Corinthians, a nossa marca todo mundo conhece. Os profissionais que lá estão trabalhando hoje são profissionais de extrema competência no jogo para poder administrar tudo isso. O Alex (Brasil, executivo da base) chegou aí fazendo um excelente trabalho, todo mundo já sabe o trabalho que ele está fazendo, então pessoas no nível dele, nós temos outros lá dentro também que formam a nossa equipe de trabalho do dia a dia", finalizou.

O Meu Timão publicou uma matéria, neste link , com mais detalhes do caso.

Veja mais em: Base do Corinthians e Diretoria do Corinthians.

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