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Mudanças importantes
Coordenadora do Corinthians comenta desejo de CT para treinos da base e explica parceria com a Nike
Por Rafael Marcon e Maria Beatriz de Teves
Desde setembro do ano passado, as categorias do futebol feminino passaram a treinar longe das dependências da Portuguesa. O clube encerrou o contrato de parceria que detinha com o clube lusitano e passou a integrar o treino das atletas amadoras entre CT Joaquim Grava e Fazendinha, no Parque São Jorge.
A coordenadora da base feminina do Corinthians, Rafaela Esteves, em entrevista exclusiva ao Meu Timão, com parceria da página Meninas do Timão, falou sobre as consequências desta mudança e explicou a parceria com a Nike após o novo contrato da empresa de materiais esportivos com o clube. Confira abaixo!
Parceria com a Portuguesa e projeção dos treinos no CT da base

CT Joaquim Grava é o local de treino do profissional do Corinthians. A base do feminino tem feito algumas atividades no local
Wanderson Oliveira / Meu Timão
Desde 2022, o Sub-20 e o Sub-17 do futebol feminino treinavam nas dependências da Portuguesa . O Corinthians auxiliava o rival com apoio na estrutura e manutenção, e em troca poderia utilizar o local para treinar. A parceria, no entanto, chegou ao fim em setembro de 2024, quando o clube parceiro se tornou SAF.
“Dávamos apoio na parte de estruturação e manutenção, e, em contrapartida, eles (Portuguesa) forneciam o campo para a gente treinar. Não só o feminino, tá? As categorias de base do masculino também. Mas, quando a Portuguesa virou SAF, essa parceria acabou. Os profissionais e investidores que vieram, se afastaram. Como não havia um contrato com prazo determinado, a parceria podia ser interrompida a qualquer momento”, explicou Rafaela Esteves.
A coordenadora revelou que, de início, a coordenação de base do Timão passou apuros. Mas o fim da parceria resultou em uma boa readequação aos treinos da equipe. Atualmente, o Sub-20 tem utilizado cada vez mais o CT da base, processo que facilita uma comunhão com as jogadores profissionais.
“Conseguimos nos organizar, com o apoio da diretoria, e obtivemos alguns horários aqui no Social (Parque São Jorge) para treinar, incluindo a base masculina. Também conseguimos usar o CT da base em alguns momentos. Assim, nosso Sub-20 tem tido a oportunidade de treinar com o profissional lá no CT da base, o que hoje está bem estabelecido”, disse Rafaela.
No entanto, os treinos no CT ainda não são regra. As jogadoras da base feminina do Corinthians alternam o local com a Fazendinha em dias de preparação. A ideia é que, no futuro, todas as atividades sejam transferidas para o mesmo local onde o profissional treina, ou seja, ao CT Joaquim Grava. Segundo Rafaela, este processo será natural.
“Claro que é um desejo de todos nós treinar no CT da base, até pela estrutura, sabemos que é diferente. Mas entendemos que já estamos conseguindo fazer esse movimento em alguns momentos com o Sub-20, principalmente quando o profissional está viajando ou, de repente, tem o treino com as não relacionadas, e aí conseguimos complementar o treino do profissional. Acho que isso pode ser um processo natural, talvez a médio e longo prazo. A gente se instalou bem aqui (Fazendinha), estamos na sede, tudo integrado, tudo próximo, perto de tudo. Mas, claro, se isso vier a acontecer em algum momento, ficaremos muito felizes”, concluiu.
Nova parceria com a Nike para o Sub-20 feminino

Em um novo acordo, a Nike passou a contemplar o time feminino Sub-20 do Corinthians
Divulgação / Nike
O Corinthians renovou o contrato com a Nike no final do último mês . Como uma das novidades, a diretoria do futebol feminino conseguiu uma parceria importante com a empresa para a modalidade. As Brabinhas, no Sub-20, passaram a ter uma cota do acordo, visando o fornecimento de uniformes oficiais de treino e jogo.
De acordo com Rafaela Esteves, o novo acordo para a última categoria antes do profissional partiu de um apoio de Iris Sesso à base. Para ela, esse avanço é importante para a categoria e tende a abrir as portas para outras categorias (como o Sub-17, por exemplo) e outras modalidades que ainda não são contempladas pelo acordo com a Nike.
“A Nike abriu espaço para a gente fazer uma reunião, com o apoio da nossa diretora, a Íris (Sesso). Na minha chegada, a gente não tinha esse contato, então foi bacana porque tentei mostrar como estávamos trabalhando, a nossa carência e a necessidade do momento. Também entendemos que a demanda não é só nossa, são muitas modalidades, muitas categorias. Atrelado a isso, conseguimos seguir o que já é feito no masculino hoje, o Sub-20 (feminino) conquistou algo semelhante”, iniciou a coordenadora sobre o acordo.
“Entendendo que muitas atletas do Sub-20, em algum momento, fazem a transição, tanto do Sub-20 para o profissional, quanto do profissional para o Sub-20. Percebeu-se que era necessário dar esse cuidado a elas, valorizando a categoria. Falo que elas estão muito próximas do profissional. Acho que, pensando nisso, foi um avanço significativo e temos que enaltecer isso. Acredito que, com essa boa parceria, e valorizando esse movimento, futuramente isso possa acontecer naturalmente para outras categorias”, finalizou.





