Pantaleão defende Assembleia da reforma do Estatuto após nova judicialização de conselheiro

Pantaleão defende Assembleia da reforma do Estatuto após nova judicialização de conselheiro

Foto: Gustavo Lima / Meu Timão

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'Não tem como impedir'

Pantaleão defende Assembleia da reforma do Estatuto após nova judicialização de conselheiro

Por Daniel Keppler e Matheus Pogiolli

Leonardo Pantaleão, presidente em exercício do Conselho Deliberativo do Corinthians, comentou nesta segunda-feira, após a reunião que determinou a expulsão de Augusto Melo do quadro associativo do clube, os embargos de declaração apresentados pelo conselheiro Felipe Ezabella contra a Assembleia Geral marcada para 20 de junho. O encontro dos associados terá como pauta a votação da proposta de reforma do estatuto do Timão.

Ao ser questionado sobre a medida adotada pelo conselheiro, que visa sustar parcialmente os efeitos da convocação da Assembleia Geral e impedir que os associados do Parque São Jorge deliberem sobre o texto-base do projeto, editado pela Comissão de Reforma após os debates promovidos entre 2024 e 2026 com conselheiros, associados, torcedores comuns e organizados, Pantaleão reconheceu a legitimidade do recurso, mas deixou clara sua posição quanto ao caráter soberano da Assembleia.

"É mais uma daquela situação que eu digo, a gente não tem o controle sobre isso, é direito dos conselheiros eventualmente questionarem, impugnarem. Existe uma divergência de interpretação, ela tem que ser respeitada", explicou.

Em seguida, o dirigente reafirmou o entendimento que já havia exposto no edital de convocação da AG, defendendo que tanto os aspectos gerais quanto os itens de destaque devem ser submetidos ao crivo dos associados. Reconheceu, no entanto, o direito de Ezabella ao questionamento judicial.

"O meu entendimento, que eu já deixei claro, quando redigi o edital de convocação da Assembleia, eu entendo que tanto a questão dos aspectos gerais quanto os destaques precisam ser submetidos à Assembleia por ser logo um soberano, mas respeito muito aquele que eventualmente pensa em contrário. De novo, discutir judicialmente, buscar uma análise de um terceiro, de fora, como no caso do poder judiciário, é um direito que não tem como impedir. E agora vamos acordar com essa liberação do judiciário", finalizou.

A declaração ocorre em meio a um cenário de disputas internas em torno da reforma do Estatuto. O conselheiro Ezabella argumenta que o texto-base foi rejeitado pelo Conselho de Orientação (Cori), pelo Conselho Fiscal e pelo Conselho Deliberativo, e que, portanto, a matéria não deveria sequer chegar à AG. Também critica a condução do processo, citando irregularidades na composição da Comissão de Reforma e o suposto descumprimento de um edital elaborado pelo então presidente do CD, Romeu Tuma Júnior, atualmente licenciado, que previa que apenas propostas aprovadas pelos conselheiros seriam encaminhadas à Assembleia.

Por outro lado, a realização da AG já conta com respaldo judicial: no dia 22 de maio, após um pedido de sócios do clube, o juiz Rafael Viotti Schlobach, da 3ª Vara Cível do Fórum Regional do Tatuapé, concedeu liminar garantindo a votação na data prevista . Agora, cabe ao mesmo juízo avaliar a nova manifestação de Ezabella e decidir se a Assembleia segue inalterada ou sofre alguma alteração em sua pauta.

Veja mais em: Conselho do Corinthians e Estatuto do Corinthians.

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