A Chance: Ex-zagueiro colorado Pinga ajudou a escolher vencedores

A Chance: Ex-zagueiro colorado Pinga ajudou a escolher vencedores

Na etapa gaúcha de A Chance, a equipe das categorias de base do Internacional ajudou bastante o time do selecionador da Nike Roberto Salas a escolher realmente os melhores da grande massa de jogadores convidados a participar. Um dos profissionais que prestou este auxílio foi Pinga, olheiro do Internacional.

Jorge Luís da Silva Brum, o ex-zagueiro Pinga, é um selecionador bastante experiente, já são mais de sete anos avaliando e captando jogadores de categoria para as prolíficas divisões inferiores do Internacional.

- Foi bom participar. O importante é que conseguimos selecionar alguns jogadores de acordo com o objetivo da Nike, foi uma inscrição aberta e observamos a partir do plantel convidado. Nossa equipe ajudou o Salas, tivemos participação na organização e divisão das equipes, aquecimento e observação dos valores. No final eu também opinei na hora de selecionar, eliminando os jogadores de menor potencial. Demos trabalhos técnicos para ele, até chegar ao objetivo de cinco jogadores - explicou Pinga.
Pinga, ex-zagueiro do Internacional e Corinthians (Foto: Daniel Cardoso)Pinga, ex-zagueiro do Internacional e Corinthians (Foto: Daniel Cardoso)

A Chance tem um espírito bastante democrático de participação inicial, mas critérios técnicos rígidos na hora de selecionar apenas os melhores futebolistas nas fases eliminatórias. Nesse momento crucial de observação das qualidades que compõem o perfil de um bom jogador é preciso muita atenção. Os parâmetros técnicos usados foram similares aos que norteiam o rígido processo de seleção do Internacional, destinado a apenas escolher os melhores.

- Procuramos comparar com os garotos que vem tentar vaga no Internacional, fomos os mais criteriosos possível nesta análise. A gente tem que trabalhar com os jogadores que vieram. Procuramos usar os mesmo parâmetros e bases dessa comparação. Foi assim que avaliamos, usando sempre critérios técnicos - afirma o selecionador.

Pinga chegou ao Internacional com apenas sete anos, levado pela mão por seu pai, lá se criou homem até virar profissional aos 18 anos. Medalhista de prata na Olimpíada de 1984 formando a zaga com Mauro Galvão. Sua passagem se estendeu até os 28 anos no clube. Saiu,voltou, foi campeão da Copa do Brasil. Depois fez um curso de treinador, aprendeu a diferença entre ser jogador e trabalhar na comissão técnica.

- É o clube que eu torço, tenho muito orgulho de trabalhar no Internacional. Hoje faço somente esse trabalho de avaliação aqui, já fui treinador, mas foi como avaliador que eu me senti melhor e estou há sete anos trabalhando nessa função, tem que procurar, decidir em poucos minutos o potencial de um jogador - explica este gaúcho de Porto Alegre.

Instigado pela reportagem a apontar a futura revelação que despontará da base colorada, Pinga destaca a promessa Fred como o mais novo destaque para se juntar a galeria de Alexandre Pato, Daniel Carvalho, Rafael Sóbis, Nilmar, Sandro, últimas revelações de sucesso da categoria de base colorada.

- Agora mesmo dentro do campo estavamos observando o Fred, ele fez 19 anos, vimos ele chegar, agora ele está aos pouquinhos mostrando seu valor, a gente torce muito que ele seja titular do Internacional, dê alegrias a torcida e chegue à seleção brasileira - espera o selecionador de 47 anos.

Lembrando antigas histórias, Pinga lembra que rodou longe do Internacional, e recorda passagens interessantes de sua carreira em São Paulo e no Rio de Janeiro.

- Joguei três anos no Corinthians onde fui campeão algumas vezes, rodei por alguns clubes e encerrei minha carreira no Madureira. Foi sensacional jogar o campeonato carioca, o presidente Elias Duba pagou os salários, passagem aérea para eu ir ao Rio. O que eu achei estranho é que quando acabou o campeonato carioca, ele não pagou a viagem de volta para eu voltar a Porto Alegre - lembra, dando risadas, o ex-zagueirão colorado.

Fonte: http://globoesporte.globo.com

Enviado por: Rafael

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