Mário Gobbi: 'Corinthians vai fazer história no Japão'

Mário Gobbi: 'Corinthians vai fazer história no Japão'

Mário Gobbi: 'Corinthians vai fazer história no Japão'

Mário Gobbi: 'Corinthians vai fazer história no Japão'

A enorme sala presidencial no quinto andar do prédio administrativo do Corinthians se acostumou a estar quase sempre bastante povoada. Agora, tem estado mais silenciosa e quase vazia. A tranquilidade do ambiente de trabalho só é interrompida pelo som de fundo de um CD de Roberto Carlos. "Gosto de trabalhar assim, tranquilo, ouvindo música", diz Mario Gobbi, ocupante do gabinete presidencial desde janeiro.

O ambiente é uma espécie de tradução do estilo menos espalhafatoso do presidente corintiano que foi campeão da Libertadores. Ponderado, ele divide os louros com seu antecessor, Andrés Sanchez. Nesta entrevista exclusiva ao Estado, diz que a conquista continental foi apenas mais um passo para o clube se tornar internacionalmente conhecido e que o título e a construção do estádio provam que a maré nos últimos anos tem sido favorável ao clube. "Tudo tem a sua hora."

O que a conquista da Libertadores pode agregar ao Corinthians?
É mais um passo grande que o Corinthians dá para sua internacionalização. Tivemos o Ronaldo, tivemos conquistas e faltava essa, que abrange a América do Sul e vai nos levar ao Mundial, que, aí sim, é um efeito concreto do trabalho que se busca aqui. Mas não é um título que vai mudar tudo, que vai transformar o Corinthians no maior, no melhor ou no mundialmente conhecido. É uma sequência de trabalhos que torna o clube um dos maiores do mundo, e o Corinthians deu um passo importante.

O que Corinthians planeja para o Mundial de clubes?
Primeiro quero deixar claro que temos o Brasileiro. Não podemos esquecer o Brasileiro, dar um salto e pensar no Mundial. O Corinthians tem uma estrutura montada, uma comissão técnica estruturada, um grupo de jogadores de qualidade, o grupo está montado, fechado, e é com ele e com essa comissão técnica que vamos ao Japão. Na parte de campo, o Corinthians está pronto. Fora, tem todo um trabalho de marketing, de divulgação de pacotes, levando o nome do clube para o resto do mundo, procurando arrebanhar o maior numero de corintianos no Japão. Pela postura da torcida, pela presença que a torcida vai ter no Japão, por tudo que vai movimentar, o Corinthians deve fazer história em termos de marketing, de publicidade. O Corinthians tem essa coisa de quebrar paradigma, o Mundial vai ficar marcado.

Há alguma chance de o Corinthians contratar o Ganso, nem que seja por seis meses, sem custo, como vitrine?
Por cinco, seis meses? Compensa? É a mesma coisa que você mostrar algo bom e depois tirar da boca do torcedor. Não sei se isso seria um benefício. Teria que ser no mínimo por um ano. Menos que isso não dá nem para um jogador se incorporar, se ambientar. Não vejo com bons olhos, mesmo sendo quem quer que seja. Pelos valores que envolvem o Ganso, eu vejo o futuro dele na Europa ou de volta ao Santos. Conosco, de concreto não há nada.

O senhor garante que não sai mais ninguém até o Mundial?
Não sai ninguém. Quem poderia sair e teve proposta, nós fizemos um contrato novo. E propusemos um novo acordo ao Castán, mas o pai dele me disse que ele queria jogar na Itália. Antes de 31 de dezembro, pra não dizer impossível, que é uma palavra radical, vamos dizer que é muito difícil.

E o Tite? Há chance de antecipar a renovação de contrato?
O contrato será reavaliado de acordo com o patamar que ele subiu depois da Libertadores. O Tite não sai do Corinthians, não temos a intenção de que ele saia. Ele tem uma marca aqui histórica, em um ano e seis meses ele levou o Corinthians a ser campeão brasileiro e em seguida ele foi somente campeão invicto da Libertadores em cima do Boca. Fiquem tranquilos que ele não vai sair daqui.

Os 'naming rights' são a fonte de receita para o Itaquerão, mas a impressão é que o clube esperava uma negociação rápida.
Uma coisa é vender algo que não está na planta, outra coisa é vender algo palpável, e você enxergar aquele monstro, aquela obra maravilhosa que será a arena. Aquilo dá um apetite ao investidor. As pessoas querem ver. Eu já vi apartamento na planta e me dá insegurança.

O que seria uma inauguração ideal, o que senhor imagina, na sua cabeça de corintiano?
O que eu imagino: um grande jogo, um adversário de renome, internacional, e fazer uma festa bonita de inauguração, à altura do que é o Corinthians, com o Andrés dando o pontapé inicial. A torcida feliz e comemorando como se comemora o sonho da casa própria.

E quando isso deve acontecer?
O cronograma é dezembro de 2013, existem os otimistas que falam em agosto de 2013. Como vocês me conhecem, ando com os dois pés fincados no chão, fico com dezembro de 2013.

O estádio será inaugurado já com o nome comercializado?
Vamos ver lá na frente, esse ano é cedo para fechar nomes, a partir do ano que vem essa questão do nome vai tomar corpo, o estádio vai ganhando corpo e dando apetite aos investidores.

O orçamento de R$ 820 milhões será respeitado?
O orçamento continua R$ 820 milhões. Está orçado e tem que seguir isso.

Fonte: Paulo Galdieri e Vítor Marques - O Estado de S.Pau

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