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Protesto no Parque São Jorge fracassa e conta com presença de apenas dois torcedores do Corinthians

Protesto no Parque São Jorge fracassa e conta com presença de apenas dois torcedores do Corinthians

Por João Pedro Izzo, no Parque São Jorge

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Somente dois torcedores marcaram presença em protesto no Parque São Jorge

Somente dois torcedores marcaram presença em protesto no Parque São Jorge

Foto: João Izzo / Meu Timão

Um protesto da torcida do Corinthians divulgado e compartilhado nas redes sociais nos últimos dias não deu certo. Marcada para a manhã deste sábado, no Parque São Jorge, a manifestação contou com apenas dois torcedores.

Uma publicação em página do Facebook teve mais de quatro mil curtidas e sintetizava as principais reivindicações da torcida. Os principais pontos eram ausência de patrocínio máster e naming rights da Arena Corinthians, negociações de jogadores e relacionamento com empresários. As organizadas, porém, comunicaram que não iriam apoiar a ação.

O Meu Timão esteve presente para realizar a cobertura do protesto. Marcado a partir das 10h, tal movimento teve o seu primeiro apoiador somente por volta das 10h30. Johnny Lombardi Mathias, de 27 anos, veio de São Bernardo do Campo-SP para participar do protesto. Para sua surpresa, não havia mais nenhum torcedor apoiando a causa.

Johnny se mostrou desapontado com a falta de torcedores e lamentou o fato. O torcedor disse que a falta de liderança colaborou para o fracasso.

“Achei uma ideia boa, mas infelizmente não teve um líder e isso gerou uma desorganização, ficando praticamente às moscas o Parque São Jorge. Os torcedores comuns vão ficar sempre dependendo da vontade das organizadas, já que o torcedor comum não consegue se organizar”, lamentou.

Johnny ficou solitário em protesto que não deu certo no Parque São Jorge

Johnny ficou solitário em protesto que não deu certo no Parque São Jorge

João Izzo / Meu Timão

O corinthiano pensa que um novo protesto perderia forças por conta do fracasso deste. Segundo ele, as organizadas possuem força e engajamento de que os torcedores comuns, que ficam dependentes das ações das organizadas.

”Perde força com certeza. Esse foi um fiasco e com certeza não vão se engajar tanto quanto esse. As organizadas conseguem ter uma comunidade, os sócios deles, então eles já fazem a convocação. Os torcedores comuns se organizam pelas redes sociais, mas como não teve um líder, acabou dispersando”, explicou.

Em entrevista na zona mista após os jogo contra o Botafogo, Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, havia dito que os torcedores decididos a protestar neste sábado estavam em seus direitos. Contudo, com o fracasso do movimento e de acordo com Johnny, o mandatário corinthiano fica fortalecido e a Fiel perde grande chance de se manifestar contra a diretoria.

”O Andrés vai dar risada da cara de quem organizou esse protesto, né? Ele fica mais respaldado no cargo, já que a Fiel não mostrou sua força. Agora, ele se sente mais seguro no cargo, contra qualquer crítica. Seria uma oportunidade dos torcedores mostrarem a sua revolta e indignação contra a diretoria”, concluiu.

Por volta das 10h50, outro corinthiano apareceu na frente da sede do clube. José Zafra, morador do bairro de Perdizes, em São Paulo, perguntou para funcionários do Corinthians se não havia ninguém para o protesto. Para seu espanto, apenas outro torcedor estava presente. O torcedor de 34 anos explicou que a falta de mobilização é refletido até no momento atual do país.

“Eu acho que falta mais mobilização. O Corinthians, o Brasil, um espelha o outro. Todo mundo tá insatisfeito, reclamam da politicagem, da falta de profissionalismo, mas na hora de agir e mostrar a cara, a galera não aparece. É meio frustrante, mas para mim tá valendo. Independente de ter pouca gente aqui, essas pessoas mostram que falta engajamento, e fica essa mensagem”, refletiu.

Entre as várias reivindicações que a torcida pedia, José destacou a falta de transparência da gestão atual da diretoria, a falta de patrocínio e o alto custo da Arena Corinthians.

”Contrato muito longos (de jogadores), valores não divulgados, coisas escondidas... patrocínios pontuais nos quais não sabemos os valores... desvaloriza a camisa. Eu vejo o lado do patrocinador: se vai patrocinar uma camisa, precisa saber se vale o esforço. O Corinthians também é vítima do alto custo da construção do estádio... eu vejo dessa maneira”, sintetizou.

Veja mais em: Parque São Jorge e Torcida do Corinthians.

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