Amor pelo Timão fez japonês se mudar para o Brasil e reprovar chegada de Jô ao clube da sua cidade

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Kimio (à direita) se apaixonou pelo Corinthians por causa da Fiel

Kimio (à direita) se apaixonou pelo Corinthians por causa da Fiel

Arquivo pessoal

Percorrer grande distâncias para acompanhar o Corinthians não é um fato raro para a Fiel. Que alvinegro não lembra da volta ao mundo dada por mais 30 mil loucos para apoiar a equipe no Mundial de 2012, disputado no Japão? O que poucos sabem, porém, é que a volta ao globo também foi dada no sentido reverso.

Natural de Nagoya, o japonês Kimio Ido, de 40 anos, estava em seu país natal quando o Timão bateu o Chelsea. Hoje, no entanto, mora no Brasil. O motivo da mudança? Seu amor pelo Corinthians. E por incrível que pareça, tudo começou pouco antes do histórico confronto contra os ingleses.

Apaixonado por futebol, Kimio ficou sabendo de um churrasco organizado por alguns corinthianos radicados no Japão antes da final da Libertadores. Mesmo sem convite, resolveu arriscar uma visita ao evento. A recepção não podia ter sido melhor.

Eles me receberam com muito carinho e passei um grande dia lá. Naquele momento, a paixão pelo Corinthians surgiu dentro de mim”, relembra, em conversa com o Meu Timão.

Com o título continental garantido, o japonês se preparou para o reencontro com o Corinthians e sua torcida. Fluente em espanhol, retribuiu o carinho recebido meses atrás e recepcionou alguns alvinegros com uma mensagem positiva: “Bem-vindos ao Japão! Sou japonês corinthiano, vamos ao bimundial”, dizia. Foi suficiente para fazer amizades e acompanhar os dois jogos do Mundial ao lado da Fiel.

Nada de relacionamento à distância

O japonês não se contentou em ver o Timão apenas pela televisão. Queria frequentar a Arena

O japonês não se contentou em ver o Timão apenas pela televisão. Queria frequentar a Arena

Danilo Fernandes/ Meu Timão

Com o avanço da tecnologia, seria possível que Kimio seguisse acompanhando o Corinthians direto do seu país natal. O amor pelo clube, porém, pedia mais de seu coração e de seu corpo. Era preciso sentir aquilo de perto novamente.

Depois de experimentar aquela invasão, ficou difícil frear a ideia de ir morar no Brasil para assistir aos jogos do Corinthians”, resume.

Durante o período de preparação para se mudar, o asiático não encontrava um emprego e, por conta disso, já trabalhava com a ideia de ficar alguns meses apenas para matar a saudade do Timão. No Brasil, porém, conseguiu uma vaga de intérprete no “Jornal Nikkey”. Apesar de satisfeito, não tira da cabeça o desejo de trabalhar diretamente com o clube.

Seria legal se me contratassem como intérprete de um jogador japonês futuramente contratado. Até achei que seria bom trabalhar como funcionário no Parque São Jorge, mas até agora não tentei a sério”, pontua Kimio, que sonha em ver um compatriota com o manto.

“O nível que o Corinthians exige é muito alto e acredito que se algum japonês tivesse tal nível, o clube não teria condição de pagar. Mas sempre sonho que algum dia um japonês será contratado e vai arrebentar”, completou.

Ídolos alvinegros

Japonês gostaria de ver Guerrero de volta ao Corinthians

Japonês gostaria de ver Guerrero de volta ao Corinthians

Reprodução/Instagram

A lista de ídolos de Kimio é recente, mas está alinhada com a da grande maioria dos corinthianos. O nome menos unânime é Paolo Guerrero, herói do título de 2012. Questionado sobre uma eventual volta do camisa 9, hoje no Internacional, o japonês não pensa duas vezes.

“Guerrero, Danilo, Cássio, Fagner, Renato Augusto, Jadson, Jô, Balbuena, Romero, Rodriguinho, Guilherme Arana, Tite e Fábio Carille. Se Guerrero voltar, será sempre bem-vindo”, afirmou.

Preferência alvinegra

Jô foi para o primeiro time do coração de Kimio, mas ele preferia a permanência no Timão

Jô foi para o primeiro time do coração de Kimio, mas ele preferia a permanência no Timão

Divulgação

Presente na lista de ídolos do Corinthians para Kimio, Jô atualmente veste as cores do outro clube do coração do intérprete, o Nagoya Grampus. Mesmo sendo torcedor da equipe japonesa antes de conhecer o Timão, o alvinegro ficou mais triste do que feliz com a transferência do centroavante.

Fiquei triste, porque não queria outro desmanche como aconteceu após o hexacampeonato de 2015. Se saíssem menos, a Libertadores de 2018 seria nossa”, lamenta.

Veja mais em: Torcida do Corinthians.

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