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Planejamento
Médicos do Corinthians definem protocolo para um possível retorno às atividades; veja medidas
Por Rodrigo Vessoni
Com a colaboração de um infectologista e de um imunologista, os responsáveis pelo departamento médico do Corinthians definiram um protocolo de medidas a serem tomadas para um possível retorno às atividades no CT do Parque Ecológico em meio à pandemia do Covid-19, o novo coronavírus. Ainda não há, porém, uma data prevista para esse retorno.
O documento foi desenvolvido pelos médicos Ivan Grava, Julio Stancati e Ana Carolina Ramos e Côrtes, com a supervisão de Joaquim Grava, chefe do departamento. Protocolos de clubes alemães, portugueses e espanhóis foram usados como base dos estudos.

Ana Carolina Ramos e Côrtes e Ivan Grava, dois dos médicos do Corinthians que fizeram o protocolo
Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians
"Esse protocolo foi feito como um ponto de partida, para que tivéssemos uma diretriz. Ele é válido para este momento, deixando sempre aberta a possibilidade de acréscimos e/ou alterações dependendo de novas ações tomadas por governadores, prefeitos, federações e confederações", explicou Ivan Grava, ao Meu Timão.
O relatório tem 16 tópicos principais. Entre eles, claro, a realização dos dois testes mais utilizados no mundo para Covid-19 nos funcionários, membros da comissão técnica e jogadores corinthianos. A saber:
- Testes de biologia molecular (RT-PCR) - realizado a partir de amostra da mucosa do fundo do nariz ou da garganta com uso de uma haste flexível. Esse teste detecta se o indivíduo está infectado pelo vírus ou não (diagnóstico);
- Testes sorológicos - detecta a presença de anticorpos em pessoas que foram expostas ou tiveram contato com o vírus e mostra se já está imunizado.
Além do testes, o Meu Timão revela abaixo algumas das medidas a serem tomadas no CT Joaquim Grava caso se defina, num futuro próximo, pelo retorno das atividades no local.
Algumas das medidas do protocolo médico do Corinthians
Horário e grupos diferentes - a ideia é de fazer com que, no máximo, oito jogadores tenham interação entre si. Para isso, os trabalhos seriam programados em horários distintos, além de campos diferentes (revezamento com a academia);
Circulação de pessoas no CT - com base nas medidas tomadas pelo Ministério de Saúde, que proíbe aglomerações, as dependências do Centro de Treinamento seriam restritas aos atletas e funcionários. Jornalistas, por exemplo, não teriam acesso;
Grupo de risco - funcionários com idade mais avançada, que fazem parte do grupo de risco definido pela Organização Mundial de Saúde, continuariam em suas casas;
Concentração - em caso de retorno precoce dos jogos, a ideia é não ter concentração antes dos compromissos como mandante para evitar que os mais de 20 jogadores relacionados permaneçam no mesmo espaço, no caso, o hotel dentro do CT;
Trabalhos individualizados - caso algum jogador necessite de tratamento específico, a ideia é o que o mesmo profissional cuide desse jogador. Se for um fisioterapeuta, por exemplo, o mesmo profissional ficará responsável pelo jogador específico;
Limpeza - toda a área comum de circulação de pessoas passará a receber um tratamento detalhado em relação à limpeza, com produtos que possam conter o vírus, como álcool (70% ou mais), entre outros produtos;




