Coelho recorda experiência como técnico profissional do Corinthians: 'Não é para qualquer um'
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Por Meu Timão
Coelho durante a partida contra o Fluminense, na Arena, pela última rodada do Brasileirão de 2019
Agência Corinthians
Dyego Coelho jamais se esquecerá dos oito jogos que comandou a equipe profissional do Corinthians no fim da temporada passada. Nesta segunda-feira, o atual treinador do Sub-20 recordou a experiência como interino e disse que se sente ainda mais grato por tudo que passou no clube.
"Fico até meio sem palavras. Trouxe um conhecimento e uma situação que não sabia que poderia viver. E tudo que passamos em dois meses, tento passar na base. Aquilo lá foi um furacão. Você vê que é algo muito forte. Ser técnico do Corinthians não é para qualquer um. Problemas atrás de problemas, carinho com todas as pessoas que fazem o clube. Deixei todos inseridos para fazermos o melhor ambiente possível. Tem pessoas que temos que valorizar", disse, em entrevista ao GloboEsporte.com.
Com tamanho aprendizado, Coelho afirmou que as memórias sobre o Brasileirão de 2019 são constantes. Após uma amarga sequência de vitórias e a demissão de Fábio Carille, o ex-jogador precisou transformar o vestiário do Corinthians para deixar a má fase para trás.
Ele estreou no banco de reservas da Arena Corinthians com vitória por 3 a 2, de virada, sobre o Fortaleza e entregou o cargo na última rodada da competição, após derrota para o Fluminense por 2 a 1.
"Vira e mexe são coisas que vem à cabeça, que você lembra dos jogos. Uma sequência de Fortaleza, Palmeiras e Inter saindo da base é pesado. Fazia tempo que não vivia uma pressão tão grande. Revi tudo. Rapaziada vira e mexe me manda situações que vivemos, de treino. Não mudaria nada do que fiz. Tive uma aceitação grande. E certamente o momento mais marcante foi o primeiro jogo: virada, o jeito que nos armamos... Até hoje vem à cabeça do nada", pontuou.
"Os meninos (do sub-20) perguntaram se eu era igual lá, se dei bronca. Quando contaram que eu fui igualzinho, não acreditavam. Não podia ser outra pessoa ali. Quando Andrés (Sanchez, presidente) falou que eu tinha carta branca, o papo com o grupo foi esse: não vou colocá-los na boca do leão, mas vamos ter que resolver problemas no vestiário. Eles aceitavam, discutiam, debatiam. Foi bacana demais", completou.
Nesta temporada, o Sub-20 do Timão entrou em campo apenas pela Copa São Paulo de Futebol Júnior: foram seis vitórias, um empate e uma derrota. Após passar por uma reformulação no início do ano e contar com o retorno de Coelho à base, a jovem equipe alvinegra conseguiu chegar até a semifinal da competição - foi eliminada pelo Internacional, na Arena Barueri.
