Teichmann vê chances pequenas de continuidade do basquete alvinegro em 2021

Teichmann vê chances pequenas de continuidade do basquete alvinegro em 2021

Foto: Agência Corinthians

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Cenário triste

Capitão do Corinthians vê continuidade difícil para o basquete no clube: 'Sentindo muita pena'

Por Meu Timão

Com a temporada do NBB finalizada antes do previsto por conta da pandemia do novo coronavírus, o Corinthians resolveu pausar as atividades de basquete no clube. Sem renovar com os jogadores, o clube vive momento de incerteza para a próxima temporada. E na visão de Guilherme Teichmann, um dos capitães da equipe, a Fiel não deve ter representantes na modalidade.

"Estou sentindo muita pena, hoje, de ver que, talvez, esse projeto acabe. É um clube com uma torcida enorme, que tem uma história muito bacana com o basquete, que conseguiu reativar isso. E, agora, com os problemas financeiros do clube, isso tudo que está acontecendo fora também, tem chance de não ter equipe ano que vem. Foi um projeto que reergueu um time que não aparecia há muito tempo. É com muita tristeza que vejo essa possibilidade. Eu realmente espero que eles consigam reverter isso e voltem a ter um time de basquete. Por enquanto, está difícil", pontuou, em entrevista ao Jumper Brasil.

"A realidade financeira do clube é dura. Tem muito problema de divída. A perspectiva, hoje, na minha visão é bem difícil. A não ser que aconteça alguma coisa muito significante, acho que o Corinthians, no ano que vem, não vai ter time", completou.

Na visão do experiente ala-pivô, a ligação direta do basquete com o futebol pesou para a medida emergencial adotada pelo clube. Apesar de aprovar a chegada de grandes clubes do futebol à modalidade, ele ressaltou a necessidade de independência, com patrocínios e outros faturamentos próprios.

"Eu gosto, mas em termos administrativos, é muito importante que seja separado. Por exemplo, o nosso caso, agora. A gente está com bastante problema porque ainda é junto, é dentro da instituição do clube. Então, se um problema atinge a instituição, você vai junto. A gente tem o exemplo do Flamengo, que é um clube que separou muita coisa, que tem a parte olímpica muito separada e muito desenvolvida, e é um sucesso. Os caras têm organização e uma estrutura muito sólida. Se os clubes de futebol conseguirem potencializar esse alcance que eles têm de torcida, de mídia, e fazer separado, ter os seus próprios patrocínios, ter o dinheiro do basquete separado do restante, é muito bom. É muito legal você ter um clube de mais alcance", concluiu.

Até o momento, o clube não descarta ter uma equipe para a próxima temporada, mas para isso, estuda ofertas de parceria , como já fez em outras modalidades.

O Timão, vale lembrar, passa por momento financeiro delicado. No futebol profissional, são três meses de salários atrasados e uma série de processos de ex-atletas e funcionários, o que acaba refletindo nos outros esportes.

Veja mais em: Basquete.

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