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Na memória
Ex-meia rebaixado pelo Corinthians lembra momentos difíceis e questiona apelido
Por Meu Timão
Acostumado a levantar taças nos últimos anos, o Corinthians passou por um dos momentos mais delicados de sua história em 2007, quando caiu para a segunda divisão do Brasileirão. Parte daquele elenco, o meia Aílton lembra das dificuldades de chegar para substituir Willian e amargar a queda naquela temporada. Ainda assim, guarda o período com orgulho.
"Em poucos jogos, eu já era o maior passador do time, até estranho quando soube. Mas chegar para substituir um jogador como o Willian, que o Corinthians tinha como um xodó, é muito difícil. Naquele ano, eu também joguei poucos jogos na meia-esquerda", lembrou Aílton, ao UOL Esporte.
"Não me arrependi (de jogar no Corinthians), porque eu sou corinthiano. Foi um sonho que eu cumpri; não só meu, mas de muita gente da minha família. Era uma oportunidade que eu não podia deixar passar. Quando eu cheguei, entrei no vestiário, foi uma das maiores alegrias que tive", completou.
Nos poucos meses que esteve no Parque São Jorge, o camisa 10 ficou marcado pelo apelido de Barrílton, dado pela torcida que o via acima do peso. Mesmo com isso no passado, ele não esconde a mágoa e diz não entender os motivos da piada.
"Depois é que eu fiquei sabendo que eles me chamavam de Barrílton. Imagine, eu tenho 1,70 m de altura e pesava 70 kg, não sei porque me chamavam de Barrílton. Eu estava vindo do Pumas (MEX) e mantive o peso. Mas é normal, quando o time está ruim todo o mundo inventa apelido", concluiu.
No fim das contas, Aílton fez apenas sete partidas pela equipe alvinegra e não marcou nenhum gol.





