Coelho diz que pensou em usar 3-5-2 no Corinthians e admite que quer arrumar a defesa

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Coelho acredita que a reação do Corinthians passará pela defesa

Coelho acredita que a reação do Corinthians passará pela defesa

Rodrigo Coca / Agência Corinthians

O técnico Dyego Coelho respondeu na noite desta segunda-feira algumas perguntas de torcedores em vídeo divulgado pelo Corinthians. Os assuntos foram variados, tratando desde temas dentro de campo, como o encaixe do meia Cazares na equipe alvinegra, até as diversas variantes fora das quatro linhas.

O ponto que mais chamou a atenção foi a admissão de que pensou no 3-5-2 como uma alternativa para dar mais segurança ao time, mas a falta de um segundo reserva para o defensor e o ataque lento impedem a mudança no momento. Segundo ele, a prioridade é ajeitar a defesa corinthiana.

O Meu Timão separou as respostas:

3-5-2

"Já pensei, porque, quando a gente voltou da pandemia, na base eu estava jogando com três zagueiros. No sub-20 estamos jogando assim. Aqui a gente tem capacidade para fazer isso, mas tem que ter o resguardo de quem vai ficar no banco. Já pensei nisso, mas precisamos ter uma segurança de quem vai ficar como opção. Liberar Fagner, Piton, ter essa amplitude, mas precisa ter uma força no meio e os jogadores da frente precisam ser mais rápidos. Jô e Luan são mais técnicos. Na base a gente joga com atletas mais rápidos na frente, precisamos de características lá na frente para fazer isso".

Acertar a defesa

"É o que a gente já está fazendo há duas semanas. Acho que é isso. É um trabalho forte defensivo, buscando o que a gente tinha de melhor nos outros anos. Desconfigurou um pouco, passar vídeos, jogadores precisam ativar o cérebro para uma mente defensiva para a gente começar a cuidar da parte ofensiva. Não tem mistério. Primeiro você tem que arrumar a parte defensiva para depois arrumar a parte ofensiva".

Mudança no estilo de jogo

"A gente quer que o Corinthians vença, não importa se é atacando ou defendendo. Durante dez anos foram feitas algumas situações aqui, um jogo mais defensivo, com alguns treinadores espetaculares, como Mano, Tite e Carille. E isso tem que continuar. Para um time vencer, a parte defensiva tem que estar boa. Com o elenco que nós temos, a parte defensiva sobressai um pouco, mas nada impede de jogar para frente. Não deu muito certo a primeira tentativa, mas estamos tentando fazer com que isso, junto com garra, determinação, raça e coração, seja a nossa força".

Cazares

"Jogador bom tem que jogar junto sempre. Luan, Jô, Cazares, Vital, Otero, Léo, são jogadores que a gente tem que quebrar a cabeça para colocar esses caras na melhor posição junto dentro de campo. E é isso que a gente vai fazer."

"A mesma conversa que eu tive com o Cazares eu vou ter agora: para ele jogar, vai ter que jogar bola. E ele sabe jogar bola. Ele falou que ia fazer isso e é o que eu espero dele. Tem condição de ser titular absoluto desse time e ele tem que aproveitar as chances dele, competindo, junto com os outros. Sai na frente porque tem uma grande qualidade, esperamos encontrar o lugar em que ele mais renda dentro de campo"

Bruno Méndez

"Eu já pensei nisso, tem os prós e os contras, a gente tem o dia a dia aqui dentro. Nós temos que entender que temos o Avelar hoje como zagueiro, não é mais lateral. Tem o Piton que é da base, tem minha confiança, e o Bruno é um grande jogador, já se adaptou muito bem. É questão realmente de escolha, são três zagueiros de alto nível que podem hoje ou amanhã serem titulares"

Preleções são pensadas?

"Eu não sou de ficar me programando muito do que eu vou falar para os jogadores. A gente tem uma organização do time adversário e do nosso, nada muito longo, mas a questão da motivação sai ali na hora, na conversa com jogadores. São coisas que a gente sente ali por estar muito tempo dentro do clube, voltado muito pelo que o corinthiano vê, pelo que o corinthiano quer. Às vezes não sai nada e eu só falo que eles precisam jogar por nós. Não tem muita programação, não".

Pressão maior como jogador ou técnico?

"Aqui tem pressão desde os 2 anos de idade. Como jogador tem uma pressão, treinador também, mas eu estou aqui desde os 10 anos de idade, então facilita a lidar com algumas situações. Se você quer estar no maior clube do país você tem que ter culhão para isso".

Conversas com o elenco

"O que eu passo para eles é que, se eles não aproveitarem o que estão vivendo no Corinthians, eles vão se arrepender. Isso é um fato. Se vocês não fizerem dentro de campo, não usufruírem o que é Corinthians, vocês vão se arrepender. Tem situações que eles precisam entender e eles precisam aprender o mais rápido possível. É muito bom estar num clube como o Corinthians, ter uma torcida como a do Corinthians".

Veja mais em: Dyego Coelho e Campeonato Brasileiro.

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