Corinthians aguarda decisão do Prefeito Bruno Covas (PSDB) sobre Projeto de Lei para definir pagamento de indenização

Corinthians aguarda decisão do Prefeito Bruno Covas (PSDB) sobre Projeto de Lei para definir pagamento de indenização

Foto: Danilo Fernandes/ Meu Timão

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Tem saída

Corinthians pode pagar R$22 milhões de indenização ainda este mês e aguarda decisão de prefeito

Por Meu Timão

Uma ação movida contra o Corinthians pelo uso, para fins particulares, da rua em frente à entrada principal do Parque São Jorge pode fazer com que o clube tenha de pagar uma indenização à Prefeitura de São Paulo. Trata-se de um valor de R$ 22,1 milhões.

A decisão da Justiça pode ser barrada caso o Projeto de Lei (PL) 151/2019 (veja mais abaixo) seja sancionado pelo prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB). O PL foi recebido pelo poder executivo da cidade no último dia 23 de dezembro. Assim, o prefeito recém-eleito tem até o próximo dia 23 de janeiro para vetá-lo ou não.

Caso o prefeito não tome qualquer decisão referente ao texto, a Câmara tem o poder de validar a Lei. Contudo, a tendência é que Bruno Covas não repasse essa responsabilidade. De acordo com reportagem da Gazeta Esportiva, o Corinthians está otimista pela sanção já na caneta do prefeito.

A última determinação da Justiça, publicada em 23 de novembro no Diário Oficial, impôs ao Corinthians o período de 15 dias para o pagamento da indenização de R$ 22,1 milhões. O clube alegou não dispor da quantia naquele momento e procurou o juizado e pediu a manifestação da Prefeitura sobre prazos de pagamento. A estratégia foi tomada tendo em vista a aprovação do PL.

Apresentado em 13 de março de 2019, o Projeto de Lei 151/2019 é referente à regularização fundiária de diversos terrenos ligados ao governo. Na prática, é alterar o destino de bens públicos de interesse social para órgãos ou entidades privadas que atinjam desde espaços públicos ligados a moradias populares até locais utilizados por escolas de samba e instituições que promovam o convívio coletivo e comunitário.

Ao todo, o Projeto recebeu sete emendas, com todas aprovadas na Câmara Municipal. A última delas, escrita por Rodrigo Goular (PSD), filho de Antônio Goulart (presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians), com Milton Leite (DEM) e Toninho Paiva (PL) foi inserida ao Projeto de Lei no último dia 11 de dezembro de 2020.

A sétima emenda é, justamente, a que favorece o Corinthians. Ela prevê que a área de 18 mil m² da Avenida Condessa Elisabeth Roniano deixe de ser um espaço público e volte a ser cedida ao clube por mais 40 anos. Dessa forma, se o Projeto for de concordância do prefeito Bruno Covas, o Corinthians não terá de arcar com a indenização.

Vale lembrar que o espaço da Avenida em questão havia sido cedido ao Corinthians em 1996, por 99 anos. Em 2015, quando se iniciou o processo, o clube retirou as grades que cercavam o local. Em junho de 2020, a juíza Luiza Barros Rozas determinou a sentença ao clube. Naquele momento, o valor era de R$ 19,5 milhões, mas foi alterado por honorários advocatícios e correções.

Veja mais em: Parque São Jorge e Processos do Corinthians.

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