Corinthians inicia 'laboratório' com experimento que deu errado - mas segue vencendo

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Gabriel no jogo entre Corinthians e Guarani, pelo Campeonato Paulista, em Campinas

Gabriel no jogo entre Corinthians e Guarani, pelo Campeonato Paulista, em Campinas

Rodrigo Coca/Agência Corinthians

É errando que se aprende diz a sabedoria popular. Se puder ser trazido para o cenário do Corinthians, o ditado está sendo colocado a prova dia após dia na temporada 2021.

Depois de passar por uma sequência complicada com péssimo futebol até se classificar diante do Retrô, no dia 26 de março, esperava-se que o técnico Vagner Mancini mandasse a campo um time mais capaz de construir jogo e dominar o adversário neste domingo, contra o Guarani, depois de 12 dias de treino. Não aconteceu.

No discurso, Mancini até promoveu novidades. Quarteto ofensivo com média de 20 anos de idade com Vitinho, Mosquito, Varanda e Cauê sustentado por uma linha defensiva experiente e dois volantes que prezam pela intensidade: Gabriel e Ramiro. Na prática, porém, pouco de bom aconteceu.

Preparado para ser rápido na transição e pressionar alto, o Timão viu o Guarani lhe entregar a posse de bola e teve muita dificuldade de circular o jogo. Vitinho e Varanda não se entenderam pela esquerda, Gabriel e Ramiro preferiram sempre jogar para trás e Mosquito não deu a profundidade que dele se esperava.

Mancini tentou corrigir isso no segundo tempo, colocando em campo Cantillo para melhorar a saída de bola. O meio, porém, que já dava espaços, acabou dando ainda mais campo para o Guarani jogar. O time não sofreu um gol nos 25 minutos da etapa final porque Cássio teve grande noite e o rival errou muito no último passe.

Otero e Léo Natel entraram para tentar dar mais força física às pontas e, ainda que pouco tenham produzido, viram Cauê, em sobra de cruzamento errado de Natel, abrir o placar. O acaso jogou a favor e o time pegou mais confiança para jogar, minimizando as chegadas frequentes dos donos da casa.

O time melhorou ainda mais com e Camacho - sim. Em baixa com a torcida, fizeram a equipe segurar mais a bola no ataque e aliviaram a pressão em cima de Cássio. O jogo caiu de ritmo e a vitória foi assegurada. O experimento da vez, porém, claramente foi mal sucedido.

O laboratório ganha ainda mais espaço com a classificação próxima no Paulista, dando lastro para testar atletas e melhorar o entendimento tático da equipe. Para que isso aconteça, no entanto, é melhor que haja uma ideia tática definida - e é isso que Mancini precisa buscar de maneira urgente.

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