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Conheça a história completa da criação do escudo do Corinthians

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A história do Corinthians pode ser facilmente contada por meio dos seus escudos

A história do Corinthians pode ser facilmente contada por meio dos seus escudos

Reprodução/Twitter

A história do escudo do Corinthians começa muito antes dele sequer existir e é completamente ligada às raízes do clube. Isso porque, apesar de ter sido fundado em 1º de setembro de 1910, o Corinthians ficou sem um símbolo por três anos. Durante todo esse tempo, era entendido que o time, formado por trabalhadores, era de várzea e não se enquadrava nos padrões de uma equipe de elite no Brasil.

1913: O surgimento do primeiro escudo

Dos cinco fundadores do Timão, Joaquim Ambrósio, Antônio Pereira, Anselmo Côrrea, Carlos Silva e Raphael Perrone, o último carrega um amor compartilhado com o Corinthians e que teve influência no símbolo. Dois anos antes, em 1908, Raphael começou a namorar Antônia Perrone, que se engajou com o companheiro na fundação e é considerada a primeira corinthiana. Além disso, Antônia foi diretamente responsável pela aplicação do primeiro escudo do clube, ao bordar as camisas do time.

Assim, em 1913, o Corinthians precisava de um escudo para iniciar a disputa por uma vaga na Liga Paulista, já que uma dissidência entre os clubes da elite permitiu uma seletiva aos times da várzea. Surgiu, então, o pioneiro. Simples, utilizava apenas as iniciais "C" e "P", de Corinthians Paulista, em preto e sobrepostas.

Com esse escudo, o Timão passou por Minas Gerais, representante do Brás, e o FC São Paulo, time do Bixiga, e conseguiu a vaga. Foi nessa época também que o clube ganhou a alcunha de "Time do Povo", que carrega até hoje, já que era o único time da liga onde pobres podiam jogar e a torcida era formada por trabalhadores e operários.

Escudos

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1914: Novo ano, novo escudo

O primeiro CP durou pouco nas camisas do Timão, tendo permanecido até 1914, nos dois jogos contra o Torino. Assim, um novo distintivo foi criado. Dentro de um brasão, o "C", vazado, remetendo a uma ferradura, em referência ao campo para criar cavalo em que o time treinava, e o "P", preenchido em preto, aparecem entrelaçados.

Esse escudo foi encontrado em 2011, após ser descoberto pelos jornalistas e historiadores Celso Unzelte e David Costa. Graças a uma vitória por 3 a 2 contra o Germânia, no Palestra Itália, foi possível provar, inclusive, que a cor da camisa utilizada pelo Timão naquela época era bege.

"Um conselheiro deixou uma foto no memorial do clube, olhei bem, era uma camisa bege com branco, com este símbolo, e percebi que era diferente. Fui pesquisar através do Almanaque do Celso Unzelte, e notei que era um símbolo diferente, novo na história do Corinthians", explicou David Costa, em entrevista à Corinthians TV.

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1916: Mudanças rebuscadas

Dois anos depois, o distintivo do Timão recebeu mais alterações. Em 1916, feito pelo litógrafo Hermógenes Barbuy, irmão do ídolo Amilcar Barbuy, o escudo recebeu um novo formato, mais desenhado e medieval.

A descoberta do terceiro escudo aconteceu em 2019, por Fernando Wanner, que na época era responsável pelo Memorial do Corinthians. Durante uma pesquisa no acervo online da Biblioteca Nacional, o historiador encontrou imagens de jogos que constavam o uso do símbolo. Os jogadores do Timão o vestiram em aproximadamente seis amistosos que antecederam a Liga Paulista daquela temporada.

"Esse distintivo sempre esteve em nossa história, o que eu fiz foi apenas redescobri-lo e trazer ele para torcedor é uma grande honra para mim", disse Fernando.

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No mesmo ano, Hermógenes fez variações para o escudo do Timão. O litógrafo, mantendo o escudo, acrescentou a letra "S", de forma que o "C" passou a valer para Club e Corinthians. O quarto distintivo foi um dos que ficou marcado por uma inesquecível campanha: o segundo título paulista invicto da equipe. O Corinthians venceu os noves jogos que disputou, tendo marcado 31 gols e sofrido apenas três.

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Também usado durante a campanha do título, o quinto escudo do Corinthians foi criado já no fim de 1916. Com uma pequena variação do anterior, a moldura foi alterada e ganhou bordas pretas, além das letras "S", "C" e "P" terem sido afinadas e recebido serifa.

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Ainda em 1916, para celebrar a conquista do Paulista e o início da construção do estádio da Ponte Grande, o conhecido formato redondo foi apresentado e descartou-se o uso da moldura medieval. As letras, por sua vez, mantiveram-se iguais por mais alguns anos, até 1919, quando vieram alterações expressivas.

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1919: Aproximando-se do atual

A partir de 1919, o escudo passou a ter a bandeira do estado de São Paulo, o nome completo do clube e a data de sua fundação. O símbolo, inclusive, foi pintado pela primeira vez na fachada do pavilhão da Ponte Grande.

Assim permaneceu por anos, até que, a partir de 1926, o ex-ponta-direita Francisco Rebolo Gonsales, foi incrementando o distintivo com os remos, a boia e a âncora, em referência aos esportes aquáticos que eram praticados no Parque São Jorge. Apesar disso, foi apenas em 1939 que o novo escudo apareceu nas camisas.

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Rebolo, os remos e o Corinthians

Rebolo ter sido responsável pela transformação do escudo do Corinthians também diz muito sobre a história do clube. O envolvimento dele com o Timão existiu dentro e fora das quatro linhas, como jogador e como artista. Convidado por Neco para vestir a camisa do time, atuou entre os anos de 1921 e 1927, tendo sido campeão do Centenário da Independência, em 1922.

Foi ele o responsável por captar a importância do remo na história do Corinthians e aplicar no símbolo que acompanha o clube. No esporte aquático, que foi implantado em 1933, por Alfredo Schürig, o Timão é quatro vezes campeão do mundo. Além disso, os remos também representam o ato dos corinthianos sempre remando contra ou a favor da maré.

1980: Mudanças marcantes

Com o passar do tempo, o símbolo foi sendo refinado e recebendo detalhes. Foi dessa maneira que, em 1980, as 13 listras da bandeira do estado de São Paulo reapareceram e foi dado ondulação, para transmitir a ideia de dinamismo e movimento. Mais detalhes surgiram ao longo dos anos, como os reflexos nos remos e na âncora, a troca da boia para uma corda de remo e o contorno em preto.

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1990: Estrelas

O Corinthians adicionou estrelas no escudo desde a primeira conquista do Campeonato Brasileiro, em 1990. Aconteceu o mesmo com o Mundial, que virou uma estrela maior, acima das outras. Foi então que, no dia 26 de outubro de 2011, o clube anunciou a retirada das estrelas sob o argumento de que todos os títulos são especiais. Desde então, o escudo do Timão segue o mesmo.

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Veja mais em: História do Corinthians e Especiais do Meu Timão.

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