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Vida nova
Casagrande acompanha título do Corinthians e relata primeira experiência como torcedor em 40 anos
Por Meu Timão
Um dos grandes ídolos da história do Corinthians, Walter Casagrande viveu uma experiência nostálgica neste sábado. O ex-centroavante foi um dos 41.070 torcedores presentes nas arquibancadas da Neo Química Arena para acompanhar a vitória do Corinthians sobre o Internacional, na final do Brasileirão Feminino.
Em sua coluna no portal Uol, Casão relatou ter sido sua primeira experiência como torcedor nos últimos quarenta anos, período em que atuou como jogador profissional e posteriormente como comentarista. A relação com o clube no intervalo de quatro décadas, segundo Casagrande, foi bastante diferente.
"Fazia muito tempo que não vestia a minha camisa do Corinthians para ir ao estádio como torcedor. A primeira vez foi em 27 de junho de 1970, logo após o tricampeonato mundial no México, em Corinthians 1 x 1 Ponte Preta, na Fazendinha. E a última tinha sido em 1981, também contra a Ponte, mas dessa vez no Morumbi e com uma derrota por 3 a 0", abriu Casagrande.
"Nos últimos quase 40 anos, minha relação com o Corinthians foi diferente. Primeiro, deixei a arquibancada e virei jogador profissional. Aí sentia de dentro do campo a energia dessa Fiel Torcida maravilhosa. Parei de jogar, comecei a trabalhar como comentarista e precisei dividir as funções", complementou.
Sobre o jogo, Casagrande dividiu o mesmo entusiasmo da Fiel, que lotou a Neo Química Arena. O ídolo do Timão se referiu ao jogo como um "espetáculo" e elogiou não só ao Corinthians, como também a equipe adversária.
"Assisti a um lindo espetáculo das jogadoras dos dois times. As meninas do Internacional foram corajosas e nunca se renderam. Aliás, começaram vencendo por 1 a 0, complicaram o jogo por uns dez minutos e quase fizeram o segundo gol. Mas o Corinthians é uma equipe espetacular e muito bem treinada pelo Arthur Elias. Uma reunião no mesmo time de jogadoras altamente técnicas, inteligentes, e que sabem como jogar vestindo a camisa corintiana. É preciso jogar bem, mas também é preciso se entregar totalmente, com muita luta e muita raça. É assim que se joga pelo Corinthians", disse.
"Hoje posso comemorar gol, fazer a 'ola', aplaudir? e, o mais importante, voltar a sentir o gostinho de cantar o hino e gritar 'Corinthians, Corinthians, Corinthians'", acrescentou.
Casagrande foi criado nas categorias de base do Corinthians e se tornou ídolo rapidamente quando subiu ao time profissional, no início dos anos 1980. Entre gols e dois títulos, o centroavante ficou marcado também pela grande participação no movimento "Democracia Corinthiana", que lutou pela restituição das eleições diretas no Brasil em meio à ditadura militar.





