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Sem choro
Árbitro da final do Paulistão 2018 explica decisão de anular pênalti contra o Corinthians
Por Meu Timão
Nesta semana, o 29º título paulista do Corinthians, conquistado sobre o Palmeiras, completou cinco anos. Justamente pela efeméride, o árbitro Marcelo Aparecido de Souza, que comandou o apito na grande decisão, concedeu entrevista ao podcast Resenheira.
Um dos assuntos abortados pelo juiz foi a penalidade marcada para o Palmeiras, durante o segundo tempo, e posteriormente anulada. Logo de cara, Marcelo tratou com desdém a "interferência externa" defendida pelo rival e explicou os fatores que o fizeram rever a decisão.
“Primeiramente, não houve interferência. Não houve interferência nenhuma. Isso foi criado por um ex-árbitro em uma emissora de televisão. Ele criou essa teoria da conspiração. O meu erro foi o que, chega um momento da partida, que você não pode acelerar”, abriu o juiz.
“Eu marco com convicção, mas eu tenho total controle sobre tudo, atletas, estádio. Eu marco num impulso. Marquei por que eu não vi a mudança de direção. Ela mudou a velocidade, a rotação. Eu sei as lideranças da equipe, quem é quem. O Cássio, o Balbuena, o próprio Ralf, mas o Cássio veio imediatamente e eu senti que eu errei. Mas o que eu ia fazer?”, acrescentou.
A jogada que culminou na marcação parcial do pênalti veio em desarme limpo de Ralf sobre Dudu, próximo à linha de fundo. A decisão em revogar a penalidade surgiu de um diálogo entre Marcelo Aparecido de Souza e Adriano de Assis Miranda, quarto árbitro da partida.
“Pelo rádio, eu ouço: ‘Marcelo, para mim foi na bola’. Como assim? Não é possível que de lá ele viu que foi na bola. E ele estava numa muvuca no banco do Palmeiras. Eu olho, ele está pressionado. Não era ele. Nessa hora, está o quarto árbitro tentando se comunicar comigo. Os jogadores do Corinthians viram e apontaram ele para mim. Quando eu consigo me aproximar, ele me disse: ‘Para mim, Marcelo, o Ralf pega a bola, mas a decisão é sua’. Vamos fazer a coisa certa. Eu sei que eu errei, vamos voltar. Você percebe quando um atleta quer levar vantagem. O Dudu era um cara que sabia que tinha acertado a bola e tinha cavado. Você não via convicção nele”, finalizou.





