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Suspeita reforçada
MP reforça suspeita de empresa que negociou com o Corinthians na gestão Duilio ser de fachada
Por Meu Timão
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) reforçou a suspeita de que o "Oliveira Minimercado", localizado no Jardim Ângela e que negociou R$ 32.580 com o Corinthians na gestão Duilio Monteiro Alves, é de fachada, após ouvir Geovana Batista de Oliveira e Alexsander Marques Canudo, respectivamente atual e ex-proprietários da empresa. A informação é do ge.globo.
Os sócios da empresa foram ouvidos pelo promotor responsável pelo caso, Cássio Roberto Conserino. Nos depoimentos, a dupla reconheceu a veracidade das sete notas fiscais emitidas entre 18 e 31 de outubro de 2023 que totalizaram os R$ 32.580 , dizendo que foi para pagar fornecimento de marmitas. Porém, não souberam dizer como se ligaram ao clube tampouco com quem tratavam do serviço.
Junto disso, ambos destacaram que não contavam com cozinha industrial, apenas um fogão de seis bocas, e não informaram quem seriam os funcionários do "Oliveira Minimercado". Nem Geovana, nem Alexsander apresentaram documentos contábeis ou conseguiram especificar por qual período atenderam o Corinthians. A dupla destacou que os trabalhos eram feitos sob demanda.
Devido a essas inconsistências, o Ministério Público deve aprofundar as investigações relacionadas à empresa.
Entenda o caso envolvendo os gastos do Corinthians nas gestões Duilio Monteiro Alves, Andrés Sanchez e Augusto Melo

As investigações sobre as gestões que passaram no Corinthians começaram após denúncias a Andrés Sanchez em sua segunda passagem na presidência do clube
Danilo Fernandes/ Meu Timão
O Ministério Público abriu em agosto uma investigação sobre os gastos de Andrés Sanchez (no segundo mandato, de 2018 a 2020) e Duilio Monteiro Alves (de 2021 a 2023) em seus respectivos mandatos no Corinthians. O caso se abriu após denúncias do uso do cartão corporativo por parte de Andrés e vir a público uma planilha de R$ 80 mil em 40 dias durante a gestão de Duilio. Pouco depois, Augusto Melo (presidente de janeiro de 2024 a maio de 2025) também entrou na mira do MP-SP .
Assim, o MP-SP vem investigando o caso e até já ouviu alguns funcionários do Corinthians. Osmar Stabile e Romeu Tuma Júnior, respectivamente presidente interino e do Conselho Deliberativo já foram ouvidos (ambos na condição de testemunha), assim como o gerente financeiro Roberto Gavioli. O Ministério Público também solicitou uma série de documentos ao clube e aos Conselhos Deliberativo e de Orientação.
As investigações dos três ex-mandatários ainda estão no início, vale ressaltar.





