Promotor enxerga demora para envio de documentos em investigação e dá prazo para o Corinthians

Promotor enxerga demora para envio de documentos em investigação e dá prazo para o Corinthians

Foto: Matheus Pogiolli / Meu Timão

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'Não responderam'

Promotor dá prazo ao Corinthians por demora no envio de documentos em investigação de ex-presidentes

O promotor Cássio Conserino pressionou a diretoria do Corinthians a encaminhar documentos que já haviam sido requisitados há mais de um mês, no âmbito da investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo sobre possíveis irregularidades nos gastos do clube durante as gestões de Andrés Sanchez, Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo. A informação foi divulgada pelo portal ge.globo e confirmada pelo Meu Timão.

Em decisão relacionada ao Procedimento Investigatório Criminal (PIC), ao qual o Meu Timão teve acesso, o promotor ressaltou que tanto o presidente do clube, Osmar Stabile, quanto o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, já haviam sido alertados, em seus depoimentos de 14 de agosto, sobre a obrigação de cumprir as solicitações do Ministério Público.

"E até agora, não recebemos as documentações pertinentes à investigação e que são facilmente obtidas pela entidade desportiva. Basta querer colaborar" escreveu o promotor no despacho.

"Não é razoável que uma ouvidoria não responda e-mail ou não transmita o teor de requisições para os setores próprios. E também não é razoável que a presidência do SCCP, acionada via e-mail, após a oitiva do então presidente interino Osmar Stabile, não responda os e-mails e não cumpra requisição", acrescentou.

O promotor determinou que fossem entregues, no prazo de 24 horas, as faturas dos cartões de crédito e os relatórios de despesas da presidência referentes ao período entre 2018 e 26 de maio de 2025. Ele ainda alertou que, em caso de descumprimento, o Ministério Público poderá solicitar a abertura de inquérito policial por crime de desobediência.

O Meu Timão procurou a assessoria do Corinthians para solicitar um esclarecimento por parte do clube. Caso tenha resposta, a matéria será atualizada.

Relembre o caso

O Ministério Público abriu em agosto uma investigação sobre os gastos de Andrés Sanchez (no segundo mandato, de 2018 a 2020) e Duilio Monteiro Alves (de 2021 a 2023) em seus respectivos mandatos no Corinthians. O caso se abriu após denúncias do uso do cartão corporativo por parte de Andrés e vir a público uma planilha de R$ 80 mil em 40 dias durante a gestão de Duilio. Pouco depois, Augusto Melo (presidente de janeiro de 2024 a maio de 2025) também entrou na mira do MP-SP .

Assim, o MP-SP vem investigando o caso e até já ouviu alguns funcionários do Corinthians. Osmar Stabile e Romeu Tuma Júnior, respectivamente presidente interino e do Conselho Deliberativo já foram ouvidos (ambos na condição de testemunha), assim como o gerente financeiro Roberto Gavioli. O Ministério Público também solicitou uma série de documentos ao clube e aos Conselhos Deliberativo e de Orientação.

No início desta semana, o Meu Timão informou que o MP-SP solicitou o afastamento temporário dos três últimos presidentes de todos os colegiados do clube até o fim da investigação .

Veja mais em: Diretoria do Corinthians e Osmar Stabile.

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