Corinthians é derrotado na Justiça e perde processo para pedreiro que trabalhou em sede do clube

Corinthians é derrotado na Justiça e perde processo para pedreiro que trabalhou em sede do clube

Foto: Vitor Chicarolli / Meu Timão

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Processo

Corinthians é derrotado na Justiça e perde processo para pedreiro por más condições

Por Meu Timão

A Justiça de São Paulo determinou que o Corinthians pague uma indenização e um salário vitalício a um pedreiro que trabalhou por cinco anos no Parque São Jorge, sofreu calotes trabalhistas e desenvolveu problemas de saúde permanentes devido às condições insalubres de trabalho na sede social do clube.

Como informou o portal ESPN, o trabalhador, Edmilson, de 53 anos, entrou com uma ação contra o Corinthians em abril de 2023, apresentando diversas queixas. Ele afirmou que, após mais de cinco anos de serviço no clube, exercendo diferentes funções, desenvolveu uma doença ocupacional que lhe causou intensas dores e complicações na coluna.

Na ação judicial, Edmilson relatou que as longas e intensas jornadas de trabalho no Parque São Jorge — incluindo períodos em que trabalhou durante as férias e realizou horas extras com frequência — resultaram em uma cirurgia na coluna, na qual foram implantadas duas placas, quatro parafusos e um disco. Mesmo após o procedimento, segundo ele, o Corinthians não realizou a readaptação de suas funções e optou por demiti-lo.

Em março de 2023, após continuar trabalhando por alguns meses enfrentando fortes dores e, conforme afirmou, sendo alvo de deboches de seus superiores quando reclamava da situação, o pedreiro acabou dispensado enquanto ainda estava em tratamento médico.

Depois da demissão, Edmilson — que recebia cerca de R$ 3 mil por mês — descobriu que o clube não havia recolhido seu Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e ainda realizava descontos referentes a contribuições sindicais sem sua autorização.

Seus advogados sustentaram que o Corinthians foi responsável por causar a ele lesões corporais e danos funcionais graves, potencialmente fatais. Na Justiça, o trabalhador solicitou uma indenização de aproximadamente R$ 800 mil, valor que englobava pensão vitalícia pelos danos à saúde, adicional de insalubridade, horas extras, verbas rescisórias não quitadas, compensação por dano moral e multa.

Edmilson também relatou que trabalhou durante anos sem equipamentos de proteção adequados, exposto a cimento, poeira e ruídos intensos, o que teria provocado perda parcial de audição — fator que levou o pedido de condenação do clube no grau máximo de insalubridade.

Na sentença, a juíza Camila Coelho acolheu parte das reivindicações do pedreiro, determinando o pagamento de indenização por danos materiais devido à sequela na coluna lombar, na forma de pensão mensal vitalícia. O Corinthians também foi condenado ao pagamento de indenização por dano moral, salários, férias e FGTS correspondentes a 12 meses após a demissão, além de horas extras, adicional de insalubridade médio e outros benefícios.

O Corinthians iniciou os pagamentos em julho. Até o momento, Edmilson recebeu uma indenização de R$ 155 mil e terá direito a uma pensão vitalícia mensal — cujo valor final ainda será definido — que pode chegar a cerca de R$ 6 mil por mês. O clube, conforme indicado pela ESPN, acatou a decisão.

Veja mais em: Parque São Jorge e Processos do Corinthians.

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