Wilson Junior
Assistindo a reprise do jogo do Corinthians x Avaí.
Praticamente trabalhamos com uma formação 4-5-1 postados atrás da linha do meio de campo o tempo todo.
Todos os lances de ataque do Avaí terminavam em cruzamentos ou chutes de fora da área.
O único ataque do Corinthians foi o gol anulado, em cruzamento do meio de campo do Sornoza.
Aos 6 do primeiro tempo o Boselli chama o time para adiantar a marcação, sem sucesso ele correndo sozinho atrás da bola acaba levando um chapéu.
Mesmo trazendo praticamente o adversário para o nosso campo a formação impede contra-ataques.
Não temos o time armado para isso.
Raramente tomamos a bola com ela rolando e se toma tem só o pivô sozinho ainda no nosso campo.
A grande maioria de posse de bola adversária termina em conclusão, ou cruzamento ou chute de fora da área, isso após uma série longa de troca de passes com o Corinthians cercando sem bote.
Após a expulsão infantil do Michel antes dos 10 minutos do segundo tempo no 11 contra 11 poderíamos ter tido melhor sorte. O gol deles sai logo em seguida, do jeito que somos mais vulneráveis, no jogo aéreo.
O empate foi através de mudança de postura, saímos para o jogo, conseguimos ficar 10 contra 10 e posteriormente o empate.
Já é uma praxe querer arrumar a cerca depois que o cachorro fugiu.
Aproximadamente aos 30 sai Ralf e entra o Clayson.
Ofensivamente ficamos com dois volantes que saíram para o ataque, em uma dessas Ramiro quase marca. E dois abertos com o Love de centroavante.
Uma infiltração do Everaldo que não ouve nem replay quando esse é possivelmente derrubado fora da área e que acaba levando o cartão por simulação e um cruzamento do Fagner espalmado pelo goleiro.
O Vagner Love rende mais com jogo no chão em velocidade, na tática de chuveirinho quando estamos com a bola seus 1,70 não somam mas o Carille gosta dele como a referência isolado, cada vez tenho convicção de que seríamos mais ofensivos com ele de segundo entrando no decorrer e com Boselli ou Gustagol de fixo.
Voltando um pouco mais como o Jadson entra em um mata sem ritmo, no lugar do Vital que foi o jogador da frente com maior número de passes certos e contra o lanterna nem participa.
Chego à conclusão que essa é a forma de jogo. Pode ser o Real Madrid ou Ibis.
Somos doutrinados a defender em uma linha de 4, outra de 5 e o pivô sozinho no bobo atrás da troca de passes da defesa adversária.
Agora chegou o jogo mais importante do ano, essa postura dificulta muito sermos vencidos tenho esperança que podemos ter uma melhor sorte na sul-americana mas precisamos urgentemente sermos mais agressivos, mesmo que não seja atacando, que seja contra-atacando mas o que esta difícil é ver o Corinthians atacar.
em Bate-Papo da Torcida > Analisando com calma a reprise de domingo