Rafael Melo
Hoje, o clamor da Fiel foi ouvido.
Malcom subirá para o profissional.
Antes de mais nada, um aspecto deve ser levado em conta: justiça.
Malcom está subindo por ser o melhor atacante da base no momento e irá compor o elenco profissional que carece de atacantes. Simples e justo.
Todos depositam muita fé nesse garoto de apenas 16 anos. Mostrou muita habilidade, personalidade no jogo e nas palavras e ainda mostra ter incorporado a ele o “ser corinthiano”, o que vinha sendo esquecido por muitos que jogam com o nosso manto.
Porém, tudo deve ser feito com calma. Todos nós torcemos para o jovem chegar e “estourar”, mas sabemos as dificuldades. A intensidade do treino, a marra de veteranos, o vislumbramento fora das quatro linhas. E aí nasce a Síndrome Lulinha.
O cara era “o craque” da base. Subiu com muita responsabilidade e refugou. Vagou por aí sem destaque e é tido como exemplo de como não se deve tratar as joias da base. Na época, todos apostaram grandes fichas nele e esuqeceram que era jovem, e precisava amadurecer. Nem todos conceguem. Por isso, a Fiel precisa ter paciência. Deixa o moleque treinar, se der, põe pra jogar contra algum time do interior pra ver se ele se impõe. Acredito que irá se impor. Temos um bom exemplo que ninguém leva muito em consideração: Jô.
Jô era também uma promessa da base. Subiu na época por carência também no ataque. Também tinha 16 anos. Até hoje é o atacante que marcou o gol com menos idade entre os profissionais. Jogou, muitas vezes de titular, num time cascudo com Tevez, Roger, Carlos Alberto, Mascherano e deu conta do recado. A torcida teve paciência e viu ele fazer alguns gols.
É esperar, ter paciência e ver o Malcom ajudar o Timão. Potencial, futebol e personalidade ele tem.








