Bruno Gonçalves
O problema não e esse irmão!
O problema e que você acredita mesmo que a Chapa Renovação e transparência vai fazer tudo isso que ela diz ser preciso fazer?
Procura as primeiras entrevistas do Andrés quando assumiu na sua última passagem pela presidência! A conversa e exatamente a mesma que o Duilio vem dizendo agora! Acertar as Contas e por ai vai!
em Bate-Papo da Torcida > A parte da torcida
Em resposta ao tópico:
Faz uns dias, compartilhei aqui que reestruturação financeira não se faz da noite para o dia. Mas a galera aparentemente já enjoou da ideia na primeira partida da temporada.
Eu entendo que a confiança do torcedor está abalada e eu mesmo não vou colocar a mão no fogo por ninguém.
Dito isso: se o objetivo da diretoria fosse colocar as contas em ordem, agiria exatamente como está agindo.
Sem grandes contratações, inclusive de treinador, criando uma estrutura com apoio da torcida para a base e, consequentemente, recorrendo às crias base mais frequentemente, emprestando jogadores que não devem ser utilizados com frequência para clubes que jogaram a série A para aumentar a chance de que sejam negociados futuramente, tentando negociar outras peças quando possível.
O plano é, frustrantemente, fazer uma temporada 2021 medíocre, mas sem sustos. A meta para o ano: não vamos chegar fortes, não vamos perigar cair. Se a reestruturação for bem feita, ficaremos mais fortes a cada ano, mesmo sem grandes contratações: os jogadores da base com potencial ficam mais calejados, as contas permitem contratações melhores a cada ano. Isso implicaria, porém, uma ascensão progressiva ano a ano, mas que não aconteceria do dia para a noite.
Se pelo menos um dos 'fronts' der certo (pausar contratações, vender jogadores, reformular a base) dá para nos recuperarmos sem grandes dificuldades, nós temos uma boa entrada de caixa, é relativamente fácil não 'cruzeirar' se a gente levar a situação a sério. Se os três fronts derem certo, chegaríamos em meados desta década muitíssimo fortes.
O que nós não podemos é cair na tentação da 'oportunidade de mercado' que nos colocou nessa situação: contrata um jogador pagando salário baixo e por período curto, consequentemente fica sem margem de manobra em negociações, vende barato, não tem como repor à altura e para não ficar sem elenco na temporada seguinte, contrata três jogadores mais ou menos na esperança de que algum se destaque.
Não tem como depender da sorte de que, quando a gente precisar, tenha uma 'oportunidade de mercado' exatamente do jeito que a gente precisa dando sopa. Nem todo jogador que está livre interessa, nem todo jogador que interessa quer jogar aqui e nem todo jogador que quer jogar aqui tem condições que nos sejam favoráveis.
A meta é ter caixa para ter opção ao contratar, sem ter que entrar naquelas 'novelas' que a gente já aprendeu a detestar.
'Ah, mas são as mesmas pessoas que colocaram a gente nessa situação'.
Verdade. Não estou aqui fazendo julgamento de caráter. Indiscutivelmente, foram feitas muitas negociações duvidosas, contratos mal feitos etc. Etc. Etc.
Mas até pelo incontornável da situação, diminuir o sufoco é o que dá para fazer. E apontar para essa situação passada como justificativa para não aceitar um corte de gastos é como chegar numa reunião do AA e dizer que a pessoa não pode dizer que não vai beber mais porque ela costumava beber diariamente...
É sempre possível, porém, que eles amarelem no meio do caminho. E aí entra o título do tópico: a parte da torcida.
Um presidente do clube tem sempre pouco incentivo para resolver a situação, sempre pode deixar para a conta do sucessor. Estamos em um ponto emblemático: é possível que se a situação ficar para o próximo mandato, não seja mais administrável.
Se a torcida pressionar a diretoria no sentido de estimular novos gastos irresponsáveis, pode incentivar na demora por uma tomada de decisão.