Márcio Costa
Cara, todo mundo marcando e jogando com intensidade é o que não só o futebol exige, mas qualquer esporte coletivo. Para ter isso, não precisa abrir mão da essência. Aí que está o erro.
Eu gosto de usar o exemplo da NBA. Óbvio que Jordan, Magic Johnson, Larry Bird, Karim Abdul Jabbar, Wilt Chamberlain, entre outros gênios, você não vê sempre. Aliás, não vimos mais. Mas nem por isso a NBA deixou de ter jogadores extraordinários. O jogo é muito mais físico do que na época em que esses caras jogaram, mas não deixou de ser bom e ter jogadores habilidosos.
O mesmo vale para Messi e CR7.
Acho que mais do marcar e ser intenso, o que perdemos é a liberdade do jogo. Raros são os jogadores dribladores do futebol brasileiro. O máximo são caras velozes e que ganham da velocidade. E isso a gente percebe na base. Muitas jogadas de mano a mano, os atacantes não vão para cima da marcação. Quase como se fosse um pecado tentar o drible.
em Bate-Papo da Torcida > Empresários, categoria de base x futebol
Em resposta ao tópico:
Não sei vocês, mais para mim a decadência técnica do nosso futebol os empresários e as categorias de base são os maiores culpados e explico o porque, nas categorias de base todos os jogadores estão sendo primeiro analisado com o padrão físico todos com um biotipo de atleta e não com o talento para jogar futebol, para vender jogadores para Europa esquecemos o diferencial do Brasil que nunca foi marcação intensidade e tals, sempre a características dos nossos jogadores foram a habilidade o quebrar a linha de marcação
Fica uma pergunta aqui, será que hoje jogadores tipo Marcelinho, Edílson, Romario (pena que não jogou aqui) eles seriam agenciados por alguns empresários e sobreviveriam as categorias de base atual?