Joao Neto
É notável a preocupação da nova diretoria com a saúde financeira do clube. Gastos estão sendo enxugados, mas, como em toda empresa, o dinheiro tem que continuar entrando para o negócio ser viável.
E o que bota dinheiro no clube? Não é basquete, não é futebol feminino, não é futsal, não é o clube social. Só o futebol masculino produz receitas para ser autossustentável.
Um time na série B gera uma fração da renda que geraria na série A. Portanto, quando ouvimos jornalistas/torcedores dizendo que o Corinthians não pode contratar porque está em crise, alto lá!
Não pode contratar pereba, mas manter um time de alto nível é o negócio do Corinthians. Tem que parar de contratar? É como se o dono de um supermercado em crise parasse de comprar arroz, feijão e outras mercadorias: o dinheiro não vai entrar!
E mais, o investimento tem que ser de baixo risco. Jogadores experientes garantem uma performance mínima que eleva o padrão do time, com menos risco não performar em alto nível. Não é o caso de J Cafu, Léo Natel, dentre outras apostas de 'custo baixo' que deram grande prejuízo.
O futebol profissional masculino deve se prioridade. Clube social deve ser separado do futebol. E os demais esportes, quando houver viabilidade financeira.
O Corinthians tem que ter um time à altura de sua grandeza, sem fazer loucuras, com salário em dia. Base e jogadores com cancha, que aguentem jogos decisivos.
E com fé no futuro. O Corinthians sempre prevaleceu, contra tudo e contra todos. Dessa vez não vai ser diferente.
Vai, Corinthians!
