Diogo Urquiza
2012, cada bola no rumo do nosso gol era um mini-infarto. O time vinha ajeitado, campeão brasileiro, mas não passava confiança na sua defesa pela ausência de um goleiro de nível alto. Até que depois de uma eliminação para a Ponte Preta com falha do nosso goleiro titular, Julio Cesar, Tite entra com Cássio e o resto é história.
Ganhamos tudo, tiramos a zika da Libertadores, fizemos um grande mundial e nasceu um ídolo eterno: o gigante Cássio.
Anos passaram, Cássio passa por poucos baixos, mantém boa regularidade, ganha vários paulistas e dois brasileiros decidindo jogos pra o Timão. São 9 anos de serviços prestados com muito orgulho, mas o tempo é cruel e para jogadores de futebol ele é ainda mais impiedoso. Cássio não aguenta mais o ritmo dos grandes torneios, parou de evoluir, está pesado, lento, mal consegue sair do chão e nem sua famosa agilidade embaixo das traves está compensando a deficiência na saída de bola.
Corinthians vem antes de tudo, chegou a hora de darmos chances a outros goleiros e deixar o Cássio passar por um período intenso de reestruturação física. Caso consiga chegar ao peso, recuperar impulsão e retomar o ritmo, ele pode voltar para o time titular, mas caso ele siga jogando todas, não conseguirá se preparar como deve.
Nos últimos anos perdemos 2 goleiros que tinham tudo para assumir a vaga: 1) Walter - goleiro ágil, bom jogo de pés e excelente de grupo. 2) Douglas - goleiro genial, muito ágil, joga bem com os pés, impulsão muito forte e responde bem no 1x1. Agora, temos no banco Caíque, Donelli e Guilherme. Pelo que acompanhei, Donelli e Guilherme têm condições de agarrar essa vaga, mas precisarão de tempo em campo pra mostrarem o talento que têm.
Chegou a hora do Cássio esquentar o banco e se recuperar. Enquanto não perder aquela barriga insolente, não dá pra jogar no Coringão.




