Carlos Cruz
Calma, eu já explico. Falar que os quatro reforços são de alta qualidade e colocaram o Coringão em outro patamar é chover no molhado. Mas ao meu ver, não é possível que os quatro atuem juntos durante os 90 minutos da partida.
As razões são simples: todo time precisa de equilíbrio entre ataque e defesa. No ataque, nada precisa ser dito sobre esses quatro em campo. O problema é na fase defensiva. Nenhum deles é grande marcador, nem têm histórico se ajudarem tanto na defesa e, sinceramente, ninguém espera ou quer ver isso deles. Outro fator que conta é que, com exceção do Roger Guedes, os outros já passam dos trinta e por melhor que estejam físicamente, não conseguirão atacar e marcar na intensidade que uma partida de 90 minutos exige. Um último fator é que com esses quatro e mais o Jô, a defesa fica MUITO exposta, o que torna todo jogo uma roleta russa.
No futebol, os carregadores de piano são extremamente necessários para que os craques possam brilhar, não dá para montar um time que do meio para frente seja só de jogadores ofensivos. Daí que a solução seria jogar com esse quatro apenas em parte do jogo, durante uns 50 ou 60 minutos, com 2 começando de titulares e outros 2 entrando o decorrer da partida, terminando com os 2 que iniciaram indo para o banco descansar.
Assim o time teria equilibrio, resolveria o jogo nesses 50 ou 60 minutos da partida e não desgastaria os reforços. Outra solução possível é sacar o Jô e colocar um carregador de piano para deixar esses quatro atuarem juntos.
Outro problema é que com os quatro em campo num jogo complicado, que alteração seria possível para melhorar o time? Não dá para jogar fodas as fichas que temos de uma vez.
E por fim, e mais importante, contratar um técnico que saiba o que faz e saberá usar os reforços. Sylvinho já provou que não dá.
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