Teah
Na verdade em todas essas imagens quem deveriabta ocupando esse espaço seria o du Queiroz, pois ele é o primeiro volante e não o Paulinho.
em Bate-Papo da Torcida > O posicionamento de Paulinho e a recomposição defensiva do Corinthians
Em resposta ao tópico:
Não é preciso ser um grande analista tático para perceber que o posicionamento de Paulinho em campo tem sido de certa forma peculiar. Ele já não é mais aquele segundo volante que infiltra e bagunça a defesa adversária.
Ele, ao menos nesse início de sua segunda passagem pelo Timão, atua quase como um meia atacante, e, em algumas ocasiões, como até segundo atacante!
As imagens a seguir demonstram:
Alguns podem questionar 'Mas qual o grande problema nisso? Paulinho é um grande artilheiro e é bom que esteja perto do gol, correto?'
Sim. E não.
Em sua primeira passagem pelo Timão, a força de Paulinho sempre residiu em suas incursões surpresa na defesa adversária, aparecendo rápido e finalizando.
Quando ele joga de forma mais fixa perto do gol, isso gera dois problemas:
O primeiro: perde-se o elemento surpresa. Ele se torna apenas mais um meia atacante e naturalmente tem mais chances de ser encaixotado pela marcação adversária.
O segundo, e mais grave: a recomposição defensiva do time fica muito, MUITO desprotegida.
Na segunda imagem, por exemplo. Se o Bragantino recupera a bola e e inicia transição ofensiva, teríamos apenas o Du protegendo a linha defensiva. Considerando a normal falta de velocidade dos jogadores mais veteranos, Du Queiroz precisaria lidar, sozinho, contra três a quatro adversários. E isso aconteceu em outros jogos:
É de se esperar que, numa situação dessa, o segundo volante (em tese, Paulinho) esteja atento na marcação do jogador do São Paulo, já que o Du errou o bote. Mas notem a distância de Paulinho para a ameaça adversária. Foi um lance que, caso o adversário fosse mais técnico, poderia marcar o segundo gol.
Ainda, analisem a sequência de imagens a seguir:
Du recebe no meio para armar o ataque. Paulinho já se projeta como um autêntico meia.(Observem o imenso espaço entre a linha de defesa Corintiana e o Du, que seria a nossa segunda linha).
Ops, passe errado de Queiroz. E agora? Imenso espaço na frente da nossa defesa, Paulinho tentando recompor e voltar para uma posição que deveria ser, primariamente, a dele. O lance termina em uma transição mal executada pelo time do interior e defesa de Cássio. E se fosse o Flamengo ou o Atlético Mineiro?
Conclusão: ou o Vítor Pereira acha uma forma de preencher o meio campo de maneira que sustente esse novo posicionamento do Paulinho (sacando alguém do quinteto e fortalecendo o meio campo, por exemplo) ou o convence a assumir a posição que o tornou o jogador que todos nós conhecemos: Um autêntico segundo volante com muita qualidade técnica e capacidade ímpar de aparecer como elemento surpresa e marcar gols.
Pois pela média de idade avançada do elenco (principalmente no meio campo), esse posicionamento é MUITO arriscado, já que qualquer erro de passe nosso já coloca o adversário frente a frente com nossa última linha e sem recomposição efetiva do nosso meio campo.
Vai, Corinthians!